derrida:1993:aprender-a-viver
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| + | ====== APRENDER A VIVER ====== | ||
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| + | //DERRIDA, Jacques. Spectres de Marx: l' | ||
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| + | Alguém, vocês ou eu, se adianta e diz: eu queria aprender a viver enfim. | ||
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| + | Mas, por que enfim? | ||
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| + | Aprender a viver. Estranha palavra de ordem: Quem pode dar lição? A quem? Que isto sirva de lição, mas a quem? Servirá, alguma vez? Saber-se-á alguma vez viver, e, primeiramente, | ||
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| + | Isoladamente, | ||
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| + | Locução magistral, contudo —ou por isso mesmo. Pois, na boca de um mestre, este fragmento de palavra de ordem sempre dirá alguma coisa sobre a violência. Vibra como uma flecha, na destreza de uma aptidão irreversível e dissimétrica, | ||
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| + | Mas aprender a viver, aprender por si mesmo, sozinho, ensinar a si mesmo a viver (“eu queria aprender a viver enfim”) não é, para quem vive, o impossível? | ||
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| + | Nada mais necessário, | ||
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| + | O que se segue avança como um ensaio na noite — no desconhecido do que deve ficar por vir —, uma simples tentativa, pois, para analisar com alguma consequência tal exórdio: “Eu queria aprender a viver. Enfim.” Enfim, ora. | ||
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