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| + | ====== O " | ||
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| + | <tabbox Orlandi & Machado> | ||
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| + | Cogito cartesiano e cogito kantiano | ||
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| + | Nada é mais instrutivo, temporalmente, | ||
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| + | O indeterminado, | ||
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| + | Toda a crítica kantiana consiste em objetar, contra Descartes, que é impossível fazer com que a determinação incida diretamente sobre o indeterminado. A determinação “eu penso” implica evidentemente algo de indeterminado (”eu sou”), mas nada nos diz ainda como este indeterminado é determinável pelo eu penso. “Na consciência que tenho de mim mesmo com o puro pensamento, sou o próprio ser; é verdade que desta maneira nada deste ser me é ainda dado a pensar.”[KANT, | ||
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| + | O Eu rachado, o eu passivo e a forma vazia do tempo | ||
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| + | Descartes só concluía à força de reduzir o Cogito ao instante e de expulsar o tempo, de confiá-lo a Deus na operação da criação contínua. Mais geralmente, a identidade suposta do Eu só tem como garantia a unidade do próprio Deus. É por isso que a substituição do ponto de vista de “Deus” pelo ponto de vista do “Eu” tem muito menos importância do que se diz, na medida em que um conserva uma identidade que ele deve precisamente ao outro. Deus continua a viver enquanto o Eu dispõe da subsistência, | ||
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| + | Todavia, introduzir o tempo no pensamento como tal é a prestigiosa contribuição de Kant? A pergunta deve ser feita, pois parecia que a reminiscência platônica já tinha este sentido. | ||
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| + | <tabbox Original> | ||
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| + | Rien de plus instructif temporellement, | ||
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| + | Descartes ne concluait qu’à force de réduire le Cogito à l’instant, | ||
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| + | Introduire le temps dans la pensée comme telle, est-ce bien cela toutefois l’apport prestigieux de Kant ? Car il semblait que la réminiscence platonicienne avait déjà ce sens. L’innéité est un mythe, non moins que la réminiscence ; mais c’est un mythe de l’instantané, | ||
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