couliano:jhana
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| + | ====== FANTASMAS (EMR) ====== | ||
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| + | Ioan Couliano — Eros e Magia no Renascimento 1484 (CoulianoEros) | ||
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| + | Primeira Parte — Fantasmas à obra | ||
| + | I História do fantástico | ||
| + | Do sentido interno | ||
| + | Nossa civilização nasceu do reencontro de várias culturas, cujas interpretações da existência humana eram tão diferentes que precisou uma enorme sacudidela histórica, acompanhada de uma crença fantástica, | ||
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| + | Para o pensamento grego, a sexualidade não representava, | ||
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| + | Platão separa a esfera do amor autêntico das esferas respectivas (e não sobrepostas) da sexualidades e da reprodução, | ||
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| + | Atração consciente e ao mesmo tempo aspiração inconsciente, | ||
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| + | Aristóteles não põe em casa a existência da dicotomia platônica alma-corpo. Mas debruçando-se sobre os segredos da natureza, sente a necessidade de definir empiricamente as relações dentre estas duas entidades isoladas, cuja união quase impossível do ponto de vista metafísico forma um dos mistérios mais profundos do universo. A intervenção de Aristóteles, | ||
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| + | Este aparelho é composto da mesma substância — o espírito (pneuma) — da qual são feitas as estrelas e preenche a função de primeiro instrumento (proton organon) da alma em sua relação com o corpo. Um tal mecanismo oferece as condições requeridas para resolver a contradição entre o corporal e o incorporal: é tão sutil que aproxima-se da natureza imaterial da alma; e no entanto é um corpo que entrar, enquanto tal, em contato com o mundo sensível. Sem este pneuma astral, alma e corpo estariam completamente inconscientes um do outro, cegos como cada um é do reino do outro. Todas as atividades vitais assim como a mobilidade, a alma só pode transmitir por intermédio do proton organon, o aparelho pneumático situado no coração. Por outro lado, o corpo abre à alma uma janela para o mundo através dos cinco órgãos dos sentidos, cujas mensagens chegam ao mesmo dispositivo cardíaco, que se ocupa agora em codificá-las de maneira que sejam compreensíveis. Sob o nome de phantasia ou sentido interno, o espírito sideral transforma as mensagens dos cinco sentidos em fantasmas perceptíveis pela alma. Pois esta nada pode apreender que não seja convertido em uma sequência de fantasmas; em resumo, nada pode compreender sem fantasmas (aneu phantasmatos). Tomas de Aquino faz um uso quase literal na Suma Teológica: Intelligere sine conversione ad phantasmata este (animae) praeter naturam. O sentido interior ou sentido comum aristotélico, | ||
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| + | Tudo se reduz a um problema de comunicação: | ||
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| + | O pneuma fantástico | ||
| + | Fluxo e refluxo dos valores no século XII | ||
| + | Aculturação do Ocidente | ||
| + | Como uma mulher | ||
| + | O veículo da alma e a experiência pré-natal | ||
