couliano:asrama
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| + | ====== EROS E MAGIA NO RENASCIMENTO (INTRODUÇÃO) (ERM) ====== | ||
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| + | Excertos de //Éros e magie à la Renaissance//, | ||
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| + | Proposta de estudo do estatuto da imaginação na Renascença e as modificações que afetarão na época a Reforma protestante; | ||
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| + | A magia em seu grau mais elevado de desenvolvimento é um método de controle do indivíduo e das massas fundado sobre um conhecimento profundo das pulsões eróticas pessoais e coletivas. Tudo pode ser manipulado pela imaginação. | ||
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| + | A Reforma e em seguida a Contra-Reforma impõem com sucesso uma censura radical do imaginário que conseguirá eliminar a magia. Esta censura permitirá, segundo Couliano, a aparição da ciência exata e da técnica moderna. | ||
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| + | Um prefácio de Mircea Eliade sublinha "a novidade e a originalidade" | ||
| + | Introdução | ||
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| + | * Pensa-se ainda que um abismo separa a visão do mundo de nossos contemporâneos e nós mesmos daquela do homem do Renascimento. A masrca visível desta fratura seria a tecnologia atual, fruto da “ciência quantitativa”, | ||
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| + | * A ideia que o homem moderno se faz da magia é muito estranha: vê nela somente um amontoado de receitas e de métodos decorrentes de uma concepção primitiva, não científica, | ||
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| + | * Seria difícil sustentar que o método da magia tem algo a ver com o método de nossas ciências da natureza. No entanto, a magia tem de comum com a tecnologia moderna, a tentativa de obter resultados, por outros meios: comunicação à distância, transportes rápidos, viagens interplanetárias, | ||
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| + | * Todavia as ciências psicológicas derivam ainda mais da magia, bastando para tal restabelecer uma imagem correta da essência e da metodologia da magia. | ||
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| + | * Em princípio, a magia que será aqui estudada é uma ciência do imaginário, | ||
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| + | * Enquanto ciência de manipulação de fantasmas, a magia se dirige em primeiro lugar à imaginação humana, na qual tenta suscitar impressões persistentes. O mago do Renascimento é psicanalista e profeta. | ||
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| + | * As operações fantásticas que conhece o Renascimento são mais ou menos complexas: o eros é a primeira operação que se manifesta já na natureza, sem intervenção da vontade humana. A magia é apenas um eros aplicado, dirigido, provocado pelo operador, embora hajam outros aspectos como manipulação de fantasmas, a arte da memória, etc. | ||
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| + | * Estudando a imaginação do Renascimento e as modificações as quais elas será submetida na época da Reforma, fazemos, de algum modo, obra de pioneiro. | ||
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| + | * Na obra de Paul K. Feyerabend encontramos confirmações de ordem histórica. Esta se baseou nos estudos de Max Weber sobre a o nascimento da ciência moderna. Sobretudo Robert K. Merton reconhece um “deslocamento de interesses vocacionais” para ciência, na Inglaterra puritana. Este puritanismo que se fundamentará à formação do “espírito do capitalismo”, | ||
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| + | * A matéria estudada nesta obra será a imaginação humana, em documentos concernentes ao eros e à magia no Renascimento. | ||
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| + | * Embora tenhamos a nossa disposição uma ciência e uma tecnologia avançadas, perdemos em relação ao Renascimento as faculdades de operar nossos fantasmas e de outros, e nossa capacidade de dominar nossos próprios processos imaginários se reduziu a nada. | ||
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| + | * Examinando a relação do homem do Renascimento com seus próprios fantasmas, e as razões ideológicas que imprimiram a evolução desta relação, pode nos levar ao entendimento e à justa compreensão das origens da ciência moderna. | ||
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| + | Excertos: | ||
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| + | * SUMÁRIO | ||
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| + | * FANTASMAS | ||
