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| charles-taylor:charles-taylor-transcender-o-self [16/01/2026 04:30] – created - external edit 127.0.0.1 | charles-taylor:charles-taylor-transcender-o-self [27/01/2026 18:14] (current) – mccastro |
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| ====== Charles Taylor: transcender o self ====== | ====== transcender o self ====== |
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| Transcender o self de acordo com o modelo com o qual trabalho aqui é fugir à identificação com uma voz particular na conversação, deixar de ser aquele que está situado em determinada perspectiva no espaço moral. Não há dúvida de que temos o poder de imaginação suficiente para ir além de nossa própria posição e compreender a nós mesmos como representando um papel no todo. Se não o tivéssemos, não seríamos capazes de estabelecer com outros seres humanos o que venho denominando “espaço comum”, visto isso requerer que nos vejamos como uma perspectiva entre outras. Assim, também podemos ver a nós mesmos “na perspectiva do todo”; podemos ver o self na imaginação como apenas um aspecto de um sistema mais amplo, ativado por este. O que não está claro é até que ponto podemos de fato assumir esse ponto de vista e viver de acordo com ele. Para avaliar isso, precisamos de uma discussão mais minuciosa de nossas possibilidades morais. Reflexões incompletas acerca da linguagem e da impossibilidade da presença plena não bastam. (1997, p. 62) | Transcender o self de acordo com o modelo com o qual trabalho aqui é fugir à identificação com uma voz particular na conversação, deixar de ser aquele que está situado em determinada perspectiva no espaço moral. Não há dúvida de que temos o poder de imaginação suficiente para ir além de nossa própria posição e compreender a nós mesmos como representando um papel no todo. Se não o tivéssemos, não seríamos capazes de estabelecer com outros seres humanos o que venho denominando “espaço comum”, visto isso requerer que nos vejamos como uma perspectiva entre outras. Assim, também podemos ver a nós mesmos “na perspectiva do todo”; podemos ver o self na imaginação como apenas um aspecto de um sistema mais amplo, ativado por este. O que não está claro é até que ponto podemos de fato assumir esse ponto de vista e viver de acordo com ele. Para avaliar isso, precisamos de uma discussão mais minuciosa de nossas possibilidades morais. Reflexões incompletas acerca da linguagem e da impossibilidade da presença plena não bastam. (1997, p. 62) |
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