User Tools

Site Tools


barbuy:barbuy-visao-filosofica

Differences

This shows you the differences between two versions of the page.

Link to this comparison view

barbuy:barbuy-visao-filosofica [30/12/2025 12:14] – created - external edit 127.0.0.1barbuy:barbuy-visao-filosofica [27/01/2026 17:10] (current) mccastro
Line 1: Line 1:
-====== Barbuy: visão filosófica ======+====== visão filosófica ======
  
 Toda a filosofia reflete uma visão fundamental, que é ao mesmo tempo religiosa, intelectiva, volitiva e emotiva. Estes elementos são inseparáveis, embora, didaticamente, se possa distinguir entre a intuição intelectiva e a volitiva, entre a intuição emotiva e a religiosa. A intuição intelectiva recebe as verdades racionais e os primeiros princípios da Inteligência; é por exemplo a intuição que nos diz que o que é, é, e o que não é, não é; que não se pode afirmar e negar o mesmo do mesmo, ao mesmo tempo e na mesma relação; é a intuição que recebe os axiomas geométricos, através dos quais se demonstram os teoremas, mas que não podem ser demonstrados eles próprios, por isso mesmo que são intuitivos; os primeiros princípios são indemonstráveis, porque se fossem demonstráveis não seriam os primeiros. Esta é a intuição intelectual ou a intuição metafísica, cujo objeto é a essência da realidade. Platão e Aristóteles, Santo Tomás e Descartes se fundam nessa intuição intelectual, como ponto de partida de suas construções filosóficas. Mas, se examinamos os fundamentos de uma filosofia como a de Duns Scot, de Fichte, ou de Nietzche, vemos que se voltam para a existência do objeto, que descobrem essa existência, como partindo de uma intuição volitiva, digamos, uma Vontade que se põe contra o objeto que a nega. A intuição emotiva sente o ser e o valor do objeto, procede por uma compenetração sympathica, como em Bergson e William James. A intuição religiosa é o fundamento das grandes filosofias místicas como a de Jacob Böhme, Meister Eckhart e São João da Cruz. E é ainda o fundamento daquelas filosofias míticas que floresceram na época pré-socrática. Toda a filosofia reflete uma visão fundamental, que é ao mesmo tempo religiosa, intelectiva, volitiva e emotiva. Estes elementos são inseparáveis, embora, didaticamente, se possa distinguir entre a intuição intelectiva e a volitiva, entre a intuição emotiva e a religiosa. A intuição intelectiva recebe as verdades racionais e os primeiros princípios da Inteligência; é por exemplo a intuição que nos diz que o que é, é, e o que não é, não é; que não se pode afirmar e negar o mesmo do mesmo, ao mesmo tempo e na mesma relação; é a intuição que recebe os axiomas geométricos, através dos quais se demonstram os teoremas, mas que não podem ser demonstrados eles próprios, por isso mesmo que são intuitivos; os primeiros princípios são indemonstráveis, porque se fossem demonstráveis não seriam os primeiros. Esta é a intuição intelectual ou a intuição metafísica, cujo objeto é a essência da realidade. Platão e Aristóteles, Santo Tomás e Descartes se fundam nessa intuição intelectual, como ponto de partida de suas construções filosóficas. Mas, se examinamos os fundamentos de uma filosofia como a de Duns Scot, de Fichte, ou de Nietzche, vemos que se voltam para a existência do objeto, que descobrem essa existência, como partindo de uma intuição volitiva, digamos, uma Vontade que se põe contra o objeto que a nega. A intuição emotiva sente o ser e o valor do objeto, procede por uma compenetração sympathica, como em Bergson e William James. A intuição religiosa é o fundamento das grandes filosofias místicas como a de Jacob Böhme, Meister Eckhart e São João da Cruz. E é ainda o fundamento daquelas filosofias míticas que floresceram na época pré-socrática.
barbuy/barbuy-visao-filosofica.txt · Last modified: by mccastro

Except where otherwise noted, content on this wiki is licensed under the following license: Public Domain
Public Domain Donate Powered by PHP Valid HTML5 Valid CSS Driven by DokuWiki