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| abellio:les-sephiroth-introduction-abellio [27/01/2026 16:04] – mccastro | abellio:les-sephiroth-introduction-abellio [27/01/2026 16:04] (current) – mccastro |
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| Independentemente dos desenvolvimentos a priori que exige inevitavelmente, no estágio em que ainda nos encontramos, um tal trabalho, tomei como suporte três textos tradicionais: | Independentemente dos desenvolvimentos a priori que exige inevitavelmente, no estágio em que ainda nos encontramos, um tal trabalho, tomei como suporte três textos tradicionais: |
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| * primeiramente, fragmentos da Idra Rabba Kadisha, extraídos do Zohar. | * primeiramente, fragmentos da Idra Rabba Kadisha, extraídos do Zohar. |
| * em seguida, o início do Siphra di-Tzéniutha ou Livro Oculto, igualmente extraído do Zohar. | * em seguida, o início do Siphra di-Tzéniutha ou Livro Oculto, igualmente extraído do Zohar. |
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| Estes dois textos estão, o segundo nomeadamente, entre os mais antigos da Cabala. | Estes dois textos estão, o segundo nomeadamente, entre os mais antigos da Cabala. |
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| * enfim, os cinco primeiros versículos do Gênese, abrindo assim o estudo da Bíblia propriamente dita. | * enfim, os cinco primeiros versículos do Gênese, abrindo assim o estudo da Bíblia propriamente dita. |
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| A extraordinária acumulação dos indícios fornecidos por um estudo mesmo rápido destes textos fará nascer, bem o sei, sentimentos contraditórios: primeiro, um sentimento de certeza — as chaves são boas, inquestionavelmente. Depois, uma decepção: por mais que tenhamos encontrado certos fios condutores de primeira importância que ligam entre si, infalivelmente, todas as palavras do texto, os estiquios dos versículos e os versículos entre si; por mais que nosso próprio ritmo vital se encontre engajado e se reconheça nestas pulsações que fazem oscilar e avançar o texto, há confirmações em demasia. Não estamos mais em presença de uma falta, mas de um excesso de elementos. A Bíblia oferece-nos um emaranhado de fatos, de encontros, de coincidências, de recordações, tão denso quanto a natureza o parecia aos primeiros experimentadores do século XVI; e avançar torna-se impossível se nos contentamos em repertoriar números sem os reunir em leis. Enfim, o cipoal alegórico do Zohar com suas repetições, seus retornos, sua insistência, suas interpolações, acrescenta de tal modo a esta impressão desagradável que a necessidade de uma síntese imediata se impõe ao espírito. | A extraordinária acumulação dos indícios fornecidos por um estudo mesmo rápido destes textos fará nascer, bem o sei, sentimentos contraditórios: primeiro, um sentimento de certeza — as chaves são boas, inquestionavelmente. Depois, uma decepção: por mais que tenhamos encontrado certos fios condutores de primeira importância que ligam entre si, infalivelmente, todas as palavras do texto, os estiquios dos versículos e os versículos entre si; por mais que nosso próprio ritmo vital se encontre engajado e se reconheça nestas pulsações que fazem oscilar e avançar o texto, há confirmações em demasia. Não estamos mais em presença de uma falta, mas de um excesso de elementos. A Bíblia oferece-nos um emaranhado de fatos, de encontros, de coincidências, de recordações, tão denso quanto a natureza o parecia aos primeiros experimentadores do século XVI; e avançar torna-se impossível se nos contentamos em repertoriar números sem os reunir em leis. Enfim, o cipoal alegórico do Zohar com suas repetições, seus retornos, sua insistência, suas interpolações, acrescenta de tal modo a esta impressão desagradável que a necessidade de uma síntese imediata se impõe ao espírito. |