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abellio:estrutura-absoluta-atuando-na-percepcao-abellio

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 Pode-se então perguntar se essa proporção, assim fechada sobre si mesma, constitui uma totalidade estável, se seus termos são fixos. Em outras palavras, estamos perpetuamente diante de apenas quatro polos indefinidamente arrastados em uma espécie de "retorno eterno"? Não é o caso, como veremos em breve. Pode-se então perguntar se essa proporção, assim fechada sobre si mesma, constitui uma totalidade estável, se seus termos são fixos. Em outras palavras, estamos perpetuamente diante de apenas quatro polos indefinidamente arrastados em uma espécie de "retorno eterno"? Não é o caso, como veremos em breve.
  
-{{https://hyperlogos.info/img/wiki_up/abellio_manifeste01.png}}+{{https://hyperlogos.info/img/wiki_up/abellio_bible01.png}}
  
 Consideremos, de fato, o esquema representado na figura acima (que deve ser visto em perspectiva), onde desenhamos uma cruz horizontal, ou seja, em outros termos, um sistema de coordenadas ortogonal plano, cujos dois braços, os dois eixos, representam respectivamente o objeto percebido e o sujeito que percebe. Nas extremidades respectivas desses dois braços, colocamos os polos correspondentes: o mundo e o objeto no eixo da objetividade, o corpo e o olho no da subjetividade. Consideremos, de fato, o esquema representado na figura acima (que deve ser visto em perspectiva), onde desenhamos uma cruz horizontal, ou seja, em outros termos, um sistema de coordenadas ortogonal plano, cujos dois braços, os dois eixos, representam respectivamente o objeto percebido e o sujeito que percebe. Nas extremidades respectivas desses dois braços, colocamos os polos correspondentes: o mundo e o objeto no eixo da objetividade, o corpo e o olho no da subjetividade.
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 O ciclo está fechado, certamente, mas é justamente aí que podemos nos perguntar se, de certa forma, ele se basta a si mesmo, se se perpetua. Na verdade, é claro que cada objeto, tornando-se ferramenta, reage sobre o mundo por intermédio do meu corpo, a fim de me impor novos objetos que se tornarão, por sua vez, ferramentas, e assim por diante. Posso dizer, portanto, que, para baixo, por exemplo, acumulo ferramentas cada vez mais numerosas e aperfeiçoadas, que aumentam meu poder sobre o mundo. Mas, correlativamente, como dissemos, cada um desses objetos adquiriu um sentido e, diante da multiplicação eficaz das ferramentas, edifica-se a unidade autêntica do mundo. Em suma, meu corpo transforma todos os objetos em ferramentas e, correlativamente, o mundo integra sentido e suscita em mim novas excitações sensoriais. O ciclo está fechado, certamente, mas é justamente aí que podemos nos perguntar se, de certa forma, ele se basta a si mesmo, se se perpetua. Na verdade, é claro que cada objeto, tornando-se ferramenta, reage sobre o mundo por intermédio do meu corpo, a fim de me impor novos objetos que se tornarão, por sua vez, ferramentas, e assim por diante. Posso dizer, portanto, que, para baixo, por exemplo, acumulo ferramentas cada vez mais numerosas e aperfeiçoadas, que aumentam meu poder sobre o mundo. Mas, correlativamente, como dissemos, cada um desses objetos adquiriu um sentido e, diante da multiplicação eficaz das ferramentas, edifica-se a unidade autêntica do mundo. Em suma, meu corpo transforma todos os objetos em ferramentas e, correlativamente, o mundo integra sentido e suscita em mim novas excitações sensoriais.
  
-{{https://hyperlogos.info/img/wiki_up/abellio_manifeste2.png}}+{{https://hyperlogos.info/img/wiki_up/abellio_bible02.png}}
  
 Para desvendar a estrutura desse conjunto de relações, tentemos encontrar um modelo geométrico simples, que seja, de certa forma, seu ideograma (figura acima). Evocando uma globalidade, esse modelo deve ser esférico, e o duplo movimento de rotação se inscreve nele como um duplo percurso equatorial — que convencionaremos chamar de horizontal —, enquanto o eixo dos polos — que convencionaremos chamar, por sua vez, de vertical — revela dois outros movimentos inversos um do outro, um dirigido, por exemplo, para baixo, no sentido da acumulação das ferramentas pelo corpo, pelo qual se pode dizer que o mundo se encarna em nós, e o outro para cima, no sentido que o mundo assume para nosso corpo, pelo qual se pode dizer que espiritualizamos o mundo. Na totalidade esférica assim determinada, e cujos dois hemisférios giram em sentidos inversos, o hemisfério inferior é, portanto, de essência quantitativa, enquanto o superior é, por sua vez, de essência qualitativa: as ferramentas se acumulam, o sentido se unifica. Para desvendar a estrutura desse conjunto de relações, tentemos encontrar um modelo geométrico simples, que seja, de certa forma, seu ideograma (figura acima). Evocando uma globalidade, esse modelo deve ser esférico, e o duplo movimento de rotação se inscreve nele como um duplo percurso equatorial — que convencionaremos chamar de horizontal —, enquanto o eixo dos polos — que convencionaremos chamar, por sua vez, de vertical — revela dois outros movimentos inversos um do outro, um dirigido, por exemplo, para baixo, no sentido da acumulação das ferramentas pelo corpo, pelo qual se pode dizer que o mundo se encarna em nós, e o outro para cima, no sentido que o mundo assume para nosso corpo, pelo qual se pode dizer que espiritualizamos o mundo. Na totalidade esférica assim determinada, e cujos dois hemisférios giram em sentidos inversos, o hemisfério inferior é, portanto, de essência quantitativa, enquanto o superior é, por sua vez, de essência qualitativa: as ferramentas se acumulam, o sentido se unifica.
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