Pesadume e graça
WEIL, Simone. La Pesanteur et la Grâce. Introdução e organização de Gustave Thibon. Paris: Plon, 1947.
Existe uma tradução deste livro que deixa muito a desejar, publicada pela “ece editora”. A começar pelo título, A Gravidade e a Graça, que não corresponde ao francês, La pesanteur et la grâce. Com efeito, é possível traduzir pesanteur por gravidade, mas de fato o termo refere-se àquilo que tem o caráter de pesado ou de parecer pesado, o que implica em um sentido mais profundo do que a noção de gravidade, enquanto força física, pode proporcionar. Weil nos apresenta em seu livro o conflito entre algo que nos “pesa”, nos “torna pesados”, nos levando para baixo, e a leveza da graça com seu poder ascensional. Assim, buscando em nosso rico idioma encontrei o termo pouco usado “pesadume”, que reúne a noção de peso, carga, carregamento, mas também tristeza, azedume e portanto daquilo que nos deixa “carregados” e “pesados”.
- O pesadume e a graça
- Vazio e compensação
- Aceitar o vazio
- Desapego
- A imaginação que preenche
- Renúncia ao tempo
- Desejar sem objeto
- O eu
- Descriação
- Apagamento
- A necessidade e a obediência
- Ilusões
- Idolatria
- Amor
- O mal
- A desgraça
- A violência
- A cruz
- Balança e alavanca
- O impossível
- Contradição
- A distância entre o necessário e o bem
- Acaso
- Aquele que é preciso amar está ausente
- O ateísmo purificador
- A atenção e a vontade
- Adestramento
- A inteligência e a graça
- Leituras
- O anel de Giges
- O sentido do universo
- Metaxu
- Beleza
- Álgebra
- A letra social
- O grande animal
- Israel
- A harmonia social
- Mística do trabalho
