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MITOLOGIA

SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Philosophie der Mythologie. Herausgegeben von Karl Friedrich August von Schelling. Stuttgart; Augsburg: J. G. Cotta'scher Verlag, 1856–1857. 2 v. (Sämmtliche Werke, Zweite Abtheilung, Bände 1–2).

  • Band 1 (1856): Einleitung in die Philosophie der Mythologie (contendo a Introdução histórico-crítica e a Introdução filosófica à mitologia).
  • Band 2 (1857): Philosophie der Mythologie (a exposição do sistema monoteísta sucessivo e dos mitos dos povos históricos).

1841-1842

SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Leçons inédites sur la philosophie de la mythologie: (Berlin 1841-1842). Texte établi par Walter E. Ehrhardt; traduit de l'allemand et présenté par Alain Pernet. Grenoble: Jérôme Millon, 1998. 352 p. (Collection Krisis).

UMA DUPLA EDIÇÃO

1 INTRODUÇÃO

  • 1.1 Observações preliminares do primeiro volume
  • 1.2 Princípios editoriais
  • 1.3 Proveniência dos manuscritos e observações sobre as cópias
    • 1.3.2 Manuscrito « Filosofia da mitologia exposta por Jos. v. Schelling, semestre de verão 1836/37 », Biblioteca Nacional de Atenas
    • 1.3.3 Manuscrito « Filosofia da mitologia do Dr. Schelling, cópia de curso por Andreas von Chotwas (Berlim 1842), Biblioteca Nacional de Budapeste
  • Notas

2 CÓPIAS DO CURSO DE SCHELLING EM MUNIQUE (1837)

  • 2.1 Diferenças textuais entre as cópias de Atenas e de Munique e forma de sua restituição
  • 2.2 Texto da cópia « Filosofia da mitologia de Schelling 1836/37 »
  • Notas

3 CÓPIA DO CURSO DE SCHELLING EM BERLIM (1842)

  • 3.1 Texto da cópia « Filosofia da mitologia do Dr. Schelling », Berlim 1842
  • Notas

1856

SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Introduction à la philosophie de la mythologie: I. Introduction historico-critique; II. Philosophie rationnelle pure. Traduction du GDR Schellingiana (CNRS) sous la direction de Jean-François Courtine et de Jean-François Marquet. Paris: Éditions Gallimard, 1998. 564 p. (Bibliothèque de Philosophie).

Prefácio

LIVRO I

Introdução histórico-crítica

  • LIÇÃO I. Título e objeto destas lições. — Curso do desenvolvimento. — Primeira explicação da mitologia como poesia (a mitologia não comporta nenhuma verdade). Exposição e crítica dessa concepção. — Discussão de uma passagem de Heródoto (II, 53) expondo as relações entre a mitologia grega e a poesia. — Relações entre as outras mitologias, notadamente indianas, e a poesia.
  • LIÇÃO II. A interpretação alegórica da mitologia (há verdade na mitologia, mas não na mitologia como tal): as diferentes variedades dessa interpretação (evemerista, moral, física); a interpretação cosmogônica ou filosófica (segundo Heyne); a interpretação filológico-filosófica (segundo Hermann).
  • LIÇÃO III. Ensaio de uma síntese das concepções poética e filosófica (paralelo entre a ação conjunta da poesia e da filosofia no nascimento da mitologia e no da formação das línguas). Resultado: a mitologia é em todo caso um produto orgânico. — O princípio explicativo reside num tertium quid para além da poesia e da filosofia. — Passagem à discussão dos pressupostos históricos da mitologia. Crítica desses pressupostos a propósito dos diferentes tipos de explicação admitidos até aqui: 1) a mitologia foi invenção de indivíduos; 2) invenção de um povo. Principal objeção a opor à última concepção (abstração feita da afinidade das diferentes mitologias): que um povo só surge com sua teologia. — Resultado: a mitologia não é uma invenção.
  • LIÇÃO IV. Explicações religiosas da mitologia (há verdade na mitologia como tal). — Diferentes variedades dessa explicação que não se pode verdadeiramente considerar religiosas (a hipótese de D. Hume. J. H. Voss). — Explicação fundada no instinto religioso, do qual resulta seja a partir da natureza a divinização desta, seja a partir da notitia insita o politeísmo. — Hipótese de uma teologia formal prévia, combatida por Hume. — Explicação pela deformação de uma verdade revelada, de um monoteísmo (Lessing, Cudworth. Exploração evemerista do Antigo Testamento por G. Voss. Hipótese de uma Revelação primitiva. William Jones). — Teoria de F. Creuzer. — Passagem à questão da conexão causal entre a separação (nascimento) dos povos e o politeísmo.
  • LIÇÃO V. As hipóteses físicas sobre o nascimento dos povos. — Vínculo desse problema à questão da diferença das raças. — Causa da divisão dos povos numa crise espiritual, provada pela conexão da separação dos povos e do nascimento das línguas (Gn 1.11). Explicação dessa crise e das causas positivas do nascimento dos povos. Meio de se opor à desagregação dos povos e de manter a consciência da unidade (monumentos pré-históricos, torre de Babel).
  • LIÇÃO VI. O princípio da unidade originária: um deus universal, comum a toda a humanidade. — Investigação mais detalhada, acompanhada da elucidação da diferença entre politeísmo simultâneo e politeísmo sucessivo. — Resposta à questão capital de saber quem era esse deus comum. Conceito do monoteísmo relativo, do qual decorre a explicação da mitologia como processo no curso do qual nascem ao mesmo tempo que as teologias os povos e as línguas segundo uma ordem definida. Comparação entre esse resultado e a hipótese de um puro monoteísmo prévio. Relação entre o monoteísmo relativo e a Revelação.
  • LIÇÃO VII. Confirmação do que precede pelos escritos mosaicos. — Interpretação do Dilúvio. — O monoteísmo de Abraão como não absolutamente a-mitológico.
  • LIÇÃO VIII. Determinações complementares do deus da pré-história em sua relação com o verdadeiro Deus. — Aplicação ao conceito de Revelação. — Discussão da relação entre a época pré-histórica e a época histórica, do que se conclui que o politeísmo não tem começo histórico, o que concorda com a tese de David Hume. — Processo supra-histórico do qual resultou o monoteísmo relativo e última pressuposição da mitologia na consciência humana que (por sua natureza) põe Deus. — Resultado: a mitologia é, considerada subjetivamente, um processo teogâmico necessário (que se desenrola na consciência).
  • LIÇÃO IX. A propósito da concepção da mitologia, aparentemente análoga, de Ottfried Müller. — O que há de específico na filosofia da mitologia. — Digressão sobre o direito de propriedade do autor em relação às suas ideias. — Passagem à questão da significação objetiva do processo teológico.
  • LIÇÃO X. Relação da filosofia da mitologia com outras ciências. Sua importância para estas: 1) para a filosofia da História; 2) para a filosofia da arte; 3) para a filosofia da religião.

LIVRO II

Exposição da filosofia racional pura

  • LIÇÃO XI. Impossibilidade de toda religião filosófica na Antiguidade. — O cristianismo não põe imediatamente a religião livre. Catolicismo. Reforma. — A teologia natural. — Dissolução da antiga metafísica. — Passagem ao desenvolvimento filosófico ele mesmo. Desenvolvimento procedendo historicamente até Spinoza, especulativamente até o conceito de Estado.
  • LIÇÃO XII. Progresso histórico através de Locke, Hume, Leibniz. Significação do espinosismo de Lessing. — O saber racional de Jacobi. — A Crítica de Kant. — Ligada a esta, dedução dos momentos do Estado. — Relação desses momentos ao próprio Estado.
  • LIÇÃO XIII. O Estado mesmo = princípio. O acesso a este não é dedutivo, mas indutivo. — Exame dos elementos dessa indução, tais como se pode encontrá-los no pensamento puro (não tirados da experiência ou de fatos psicológicos) com o auxílio do princípio de contradição. — Observações lógicas sobre esse princípio. — Os números em filosofia (tricotomia). — Curso do desenvolvimento filosófico do Estado (dos elementos) até o que É o Estado. O argumento ontológico.
  • LIÇÃO XIV. O método indutivo, que toma sua matéria do pensamento puro, correspondendo ao método dialético. — Apresentação deste último segundo Platão, compreendendo determinações mais precisas sobre a relação entre os elementos do Estado e o Estado mesmo, e em particular sobre sua possibilidade de ressair como princípios autônomos. Transição a Aristóteles.
  • LIÇÃO XV. O método dialético segundo Aristóteles: 1) negativo em suas censuras dirigidas contra a dialética e a sofística; 2) positivo em sua teoria dos απλά. — Resultado histórico e especulativo: os elementos absolutamente simples só podem ser obtidos pelo pensamento puro. — Os dialéticos na época de Aristóteles.
  • LIÇÃO XVI. Consideração geral sobre o objeto supremo. — Tarefa da filosofia primeira (racional) que acaba de nascer. — Seu ponto de partida na indiferença e a matéria desta, a Ideia absoluta (Deus e o mundo não fazendo senão um). Caracterização do sistema da identidade (Kant e Fichte) e de seu panteísmo. — Conceito da filosofia racional pura, comparação com a matemática. — Em que medida a ciência primeira não é simplesmente ciência do universal. A posição de Aristóteles sobre esse ponto. — Considerações gerais sobre Aristóteles.
  • LIÇÃO XVII. Continuação da exposição da filosofia racional pura. Os princípios, elevados até o ser, tornam-se causas. A relação recíproca das três causas (potências). — Paralelo destas com as causas em Platão, em Aristóteles. Até onde se pode ir com essas três causas? (Matéria. Quantidade. Qualidade. Coisas). — Quarta causa. Sua relação com as três potências, com Deus. — A quarta causa = alma = ti hiv éivai em Aristóteles.
  • LIÇÃO XVIII. Recapitulação dos quatro princípios como causas do nascimento de tudo (do mundo das Ideias). A alma como intermediária entre o concreto e Deus. A alma do mundo platônica. Em que medida a alma está presente no inanimado. A alma enquanto princípio = a e sua relação com Deus. — O dilema de um mundo intra- ou extradivino. A elevação à ipseidade (= espírito. A quinta quaedam natura de Cícero). — Caráter modificado da ciência em consequência do mundo extra-inteligível que dela resulta. — Diferença entre a materialidade física e a materialidade metafísica (Platão). Essência da matéria física (Kepler), relação da Ideia com a matéria. — A extensão. Espaço e tempo. Relação das criaturas ao espaço. — Propriedade da matéria. O conceito de corpo.
  • LIÇÃO XIX. O que exige uma dedução das três dimensões do que é corporal. — Dedução das três dimensões seguindo Aristóteles. — Relação entre os princípios e as dimensões, e em particular a quarta causa (a alma em seus diferentes graus). — O lado físico da alma. — Passagem ao que há de hiperfísico na alma, ao voûs (Aristóteles).
  • LIÇÃO XX. A propósito do voûs aristotélico. — Noûs = espírito. Natureza eterna deste. — Essência do espírito = querer. Distinção entre o primeiro (arqui)querer e o querer no indivíduo. Nascimento das almas individuais. Comparação desse idealismo e o de Fichte; sua concordância com a consciência humana universal, e sua conexão com a ideia de uma existência após a morte. — Etimologia da palavra μακάριος. Teoria da imortalidade. — Prometeu como representante do antidivino. — A ciência racional recusa a questão de saber se Deus quis a ação pela qual o homem pôs o mundo fora da Ideia. Olhar retrospectivo sobre o curso da ciência racional.
  • LIÇÃO XXI. Solução da antinomia relativa à limitação ou ilimitação do universo. — Paleontologia. A história da terra é uma história interna e não uma história externa. Nascimento e unidade do gênero humano. Diferença das raças. Oposição da linhagem divina e das linhagens naturais. Justificação dessa maneira de ver contra as objeções oriundas de um ponto de vista filantrópico.
  • LIÇÃO XXII. Teoria do conhecimento (o objeto da alma não é Deus, mas o Ente). Distinção entre o conhecimento natural e a ciência adquirida que se funda sobre o conhecimento natural (antiga metafísica). Passagem da teoria do conhecimento à filosofia prática. Dedução da Lei moral. — Independência da Lei moral em relação a Deus (a Aikn dos Antigos. Kant). Dedução do Estado.
  • LIÇÃO XXIII. O Estado não é produto da liberdade, é antes condição originária, e não é portanto oriundo de um contrato. — A gênese do Estado do ponto de vista histórico. Estado e sociedade, e suas diferentes posições recíprocas das quais resultam as diferentes formas de Estado. — A Grécia, Roma. — Graças ao cristianismo o Estado tornou-se meio (não fim); a tarefa do indivíduo é elevar-se interiormente acima do Estado.
  • LIÇÃO XXIV. Relação do indivíduo à Lei moral. Caráter infeliz da ação. — Retorno à vida contemplativa (ascese, arte, ciência); o que o Eu deve finalmente atingir por aí: Deus na Ideia, a título de causa final. (Objetivo idêntico da filosofia antiga.) — Fim da ciência simplesmente racional (da filosofia negativa). Busca da filosofia positiva. Transição para esta. Característica da filosofia positiva. Sua questão prévia.

APÊNDICE DA FONTE DAS VERDADES ETERNAS

  • Desenvolvimento dessa questão. — Tratamento da questão na escolástica. — A decisão cartesiana. Bayle contra Descartes. — A teoria de Leibniz e sua crítica. — O racionalismo hegeliano. — Solução positiva dessa questão em ligação com a doutrina kantiana do Ideal da razão.

1857

SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Philosophie de la mythologie. Tradução: Alain Pernet. Grenoble: J. Millon, 1994.

  • Lição sétima
    • Observações preliminares sobre a filosofia da mitologia
    • O ponto de partida da análise: a possibilidade de uma alteração do homem
    • As expressões correspondentes a essa possibilidade na mitologia: as noções de Nêmesis, de Apaté (Mâyâ), o conceito de tentação
  • Lição oitava
    • A alteração efetiva do homem = Arqui-Acidente (Fortuna primigênia)
    • Os vestígios desse evento na mitologia ulterior. A figura de Perséfone
    • A primeira condição de Perséfone, comparada à estadia no paraíso
    • A dualidade em Perséfone segundo os filósofos antigos, em particular os Pitagóricos
    • Descrição dessa transição de Perséfone nos Mistérios
    • Consequências objetivas da reativação de B pelo homem: estabelecimento do politeísmo sucessivo
  • Lição nona
    • Irrupção do processo na consciência humana. Primeiro momento: o princípio posto no homem como unilateral (B) resiste ao seu superamento pelo poder superior (A2)
    • O conceito dos deuses formais
  • Lição décima
    • Transição para o momento seguinte
    • A natureza desse momento: o princípio (B) se materializa, torna-se periférico e aparece como a base relativamente espiritual do Deus (o que gera o Deus); donde a transição para as divindades femininas
    • O culto de Urania entre os Persas junta-se ao Sabismo – já ligado à veneração dos elementos – (Heródoto: I, 131)
    • Mitra, Mylitta, Astarta = a Urania. Etimologia desses nomes
    • A virada da mitologia com Urania, comparada ao momento correspondente da formação da natureza. O elemento úmido, representante desse momento
  • Lição décima primeira
    • A religião persa, como fixada no momento da primeira materialização: onde se explica a relação entre Mitra e Mithra
    • Dedução da religião de Mithra
    • Explicação do nome de Mithra
    • A relação entre Mithra e a doutrina do Zend. O dualismo dessa doutrina; justificação da doutrina de Zardust como produto da noção de Mithra
    • O problema dos Mithriaca
    • Os grandes traços da doutrina de Mithra como reação contra o processo mitológico (comparação com o aparecimento do budismo)
  • Lição décima segunda
    • O progresso para a polilatria efetiva se deve:
      • 1) à transição para o culto decisivo da divindade feminina. – Este se manifesta
        • a) no culto babilônico de Mylitta. Explicação deste último
        • b) na representação da divindade masculina provida de atributos femininos e inversamente, na troca dos trajes entre o homem e a mulher (= às apresentações miméticas da transição do masculino ao feminino), nas hieródulas etc…
        • As divindades masculinas-femininas implicam o conceito de relatividade
    • 2) ao aparecimento contemporâneo da deusa e do segundo Deus; este (= Dionísio), ainda todo nela, lhe é assim incorporado: a religião dos Árabes
      • Exegese da passagem de Heródoto: III, 8; explicação dos nomes de Urotal e de Alilat
  • Lição décima terceira
    • O ponto exato sobre nosso desenvolvimento científico
    • Dedução e resultado: o aparecimento simétrico de divindades masculinas e femininas, sua situação recíproca
    • O curso insensível do processo, referido ao numen divino que o rege
    • Comparação prévia entre os graus do processo mitológico e os momentos correspondentes da formação da natureza
    • O sofrimento gerado pelo trânsito do primeiro Deus
    • Caracterização mais precisa da situação inicial do segundo Deus, que doravante aparece ser autônomo – embora sempre em estado de negação
    • Debate sobre a importância da distinção entre as duas épocas do Deus: a época de sua subordinação e de sua negação, a época de seu reconhecimento como Deus. A maneira como este ponto tem, em suma, sido tratado até aqui na mitologia
    • Por que a primeira operação do segundo Deus é contrariada e desconcertante
    • Marcha simétrica da evolução mitológica e da história da filosofia grega
  • Lição décima quarta
    • Momento de Cronos: a religião dos Fenícios
    • Cronos = à segunda forma de Urano. Distinção entre o politeísmo relativamente sucessivo e o politeísmo absolutamente sucessivo
    • Outras discussões sobre a noção de Cronos. Interpretações idênticas dessa noção entre os Antigos
    • O primeiro passo para uma representação figurativa. Significação desse passo
    • Legitimação do conceito de fetichismo
    • O verdadeiro conceito da idolatria
    • O dilaceramento da consciência nesse momento do processo. Sinais exteriores desse estado
    • O conceito de deisidemonia
    • O aparecimento de sacrifícios humanos (de garotos)
    • Rejeição das explicações insuficientes a esse respeito
    • Transição para a explicação efetiva: o problema de um filho de Cronos – o Melkharth dos Fenícios
    • Onde se demonstra que Melkarth é filho de Cronos. A personalidade idêntica entre os Etíopes
    • A noção de Melkarth
    • Comparação entre este último e o servo de Deus odiado
    • Explicação positiva dos sacrifícios de garotos
  • Lição décima quinta
    • Episódio do Heracles grego. – Explicação prévia do Heracles egípcio
    • A relação entre o mito de Heracles e a mitologia grega geral
    • A significação dos Heraclidas
    • A fábula grega de Heracles apresentada segundo seus traços particulares como refundição da representação oriental
    • Retorno à mitologia em seu conjunto
  • Lição décima sexta
    • A segunda (e perfeita) materialização (catabole) do princípio real. Ela se encontra anunciada por Vorgiasmo
    • Representante desse progresso: a Mãe frígia dos deuses: Cibele. Etimologia desse nome
    • Momento simétrico na formação da natureza (formação da terra)
    • A pedra caída do céu, ícone de Cibele: da origem dos meteoritos (e das fontes termais)
    • A significação de Cibele, confirmada por seu modo de aparecimento
  • Lição décima sétima
    • Momento da coexistência de duas potências ou de dois deuses na consciência: o Osíris-Tífon dos Egípcios
    • Construção de Osíris-Tífon (aspecto teriomórfico dos deuses – momento simétrico da formação dos animais na natureza)
    • Esta construção se encontra atestada pelos enunciados da Antiguidade
    • O mito do dilaceramento
    • A relação que aparece entre deuses, uma vez resolvida a contradição Osíris-Tífon: Osíris é – em virtude da identificação entre Tífon superado e Osíris – soberano do mundo infernal (Hades = a Dionísio). Hórus = ao Osíris ressuscitado = a A . A noção de Hórus segundo Plutarco
    • Hórus criança (= ao Harpócrates grego)
  • Lição décima oitava
    • Conclusão do debate sobre as figuras isoladas da mitologia egípcia; a noção de Bubastis
    • Resultado de toda a mitologia egípcia: o triplo Osíris (= à tensão resolvida das potências). Nascimento do monoteísmo na teologia egípcia
    • O caráter desse monoteísmo enquanto aparecido na história explica a) o sistema calendário, b) a veneração de Tífon, parcialmente conservada. Os Tifonianos
    • Análise do sistema da teologia egípcia e de sua Tríade: Amon = ao Deus no recolhimento, Ptah = ao Deus em seu momento de expansão, Khnoum = ao Deus da unidade realizada
    • A relação entre o nascimento dessa teologia superior e os monumentos egípcios. Discussão sobre estes últimos, sobre sua relação com os períodos da história egípcia; das pirâmides em particular
  • Lição décima nona
    • Acordo entre nossa dedução da mitologia e da teologia egípcias, e as ordens egípcias de deuses em Heródoto. A primeira dessas ordens: os oito deuses mais antigos. Discussão particular sobre a relação entre Amon e Pã, depois entre o culto de Pã e o de Ptah
    • O Hermes egípcio como quarta divindade. Sua noção. Os Livros Herméticos
    • A octade completada pelas divindades femininas correspondentes. Entre elas, Hathor e Neith
    • A segunda geração de Heródoto: os doze deuses, apresentados como os deuses da época croniana – esta precedendo o ser especificamente egípcio –
    • A terceira ordem de deuses: os deuses do momento propriamente egípcio
    • Explicação do culto egípcio dos animais
    • Derivação do culto de Ápis
  • Lição vigésima
    • Transição para a mitologia indiana. Justificação do lugar que lhe é atribuído
    • Dedução do momento indiano em sua distinção do momento egípcio: a dissipação das potências como um dos aspectos do ser indiano: p. (435) – apresentado a) na noção de Brahman e de seu desaparecimento fora do culto: p. (441); b) no shivaismo: p. (444); c) no vishnuismo. Recusa da concepção de um Deus único situando-se acima das três devatas
    • Onde se mostra a sucessão exata das três devatas (Shiva antes de Vishnu), assim como sua conexão lógica, graças à doutrina das três qualidades (tri-guna)
    • A etimologia da Tríade indiana. A compreensão que dela temos se encontra confortada pelos monumentos artísticos
    • – Os momentos anteriores do processo mitológico na Índia, representados pelas seitas (shaktas, shaivas). Sua relação com o sistema das castas
    • Os deuses materiais da Índia e sua significação
  • Lição vigésima primeira
    • Derivação e significação do mito da encarnação. As encarnações de Vishnu
    • Análise da outra face da mitologia indiana – o misticismo – em consideração da significação do budismo e da tentativa de explicá-lo pelos sistemas indianos: 1) o sistema teosófico dos Vedas (Os Vedas: generalidades; suas partes e sua antiguidade – tendo em vista em particular as concepções de Colebrooke. Resultado: os Vedas não são um livro religioso especificamente indiano)
    • 2) os sistemas filosóficos da Índia (Mimamsa, (Vedanta), Nyaya, Samkhya)
  • Lição vigésima segunda
    • 3) A doutrina da Bhagavad-Gita. Sua doutrina do Yoga, em relação com a doutrina mística dos Vedas
    • Sua doutrina das três qualidades
    • Explicação positiva do budismo como fenômeno anti-mitológico, correspondente à religião de Mithra, portanto como uma doutrina da unidade não abstrata, mas encerrando em si mesma um dualismo – à semelhança da doutrina do Zend
    • Ausência de relação causal entre o brahmanismo e o budismo
    • Parentesco originário entre a Índia antiga e a Pérsia antiga
    • Prova de uma coexistência entre o budismo e o brahmanismo na Índia
    • Influência recíproca da mitologia indiana sobre o budismo. – A doutrina de Maya é também originariamente budista? Relação possível entre a Mitra triformis e a tri-guna. – A influência evidente do budismo sobre a mitologia indiana
    • O proselitismo budista. O budismo mongol (lamaico)
  • Lição vigésima terceira
    • Transição para a China. Definição do problema particular da explicação do ser chinês
    • O princípio originário da religião em sua significação – aqui modificada segundo seu único aspecto formal, – mas operando com a mesma exclusividade
    • Verificação histórica da justeza de nossa dedução, 1) a partir da noção de Império chinês, derivado do momento astral – na sequência de uma catástrofe: p. (527); 2) a partir da absolutidade e da estabilidade do Império chinês tal como se apresenta a) no interior: p. (529); b) no exterior. O Imperador – soberano do mundo, no sentido físico também
    • Interpretação do símbolo do Império chinês (o Dragão)
    • O caráter puramente mundano – a-sacerdotal – do Imperador chinês e da China
  • Lição vigésima quarta
    • A verdadeira razão da natureza monossilábica da língua chinesa – retorno sobre a língua primordial do gênero humano e a confusão das línguas –
    • Recusa de derivar o caráter da língua chinesa a partir de um estado de barbárie (Rémusat)
    • A escrita chinesa consequência da língua, e não o inverso (contra Rémusat)
    • A antiguidade dos Chineses – remontando à humanidade (absolutamente) ante-histórica
    • O lugar exato da China na evolução da mitologia
    • Transição para os sistemas religiosos existentes na China: 1) a doutrina de Confúcio; 2) o sistema de Lao Tsé; 3) o budismo
  • Lição vigésima quinta
    • Recapitulação. Nova caracterização do Indiano. A preponderância da alma no Indiano; sua compleição física e a plenitude de alma de sua poesia (Shakuntala)
    • Outros detalhes sobre o espiritualismo do Indiano, comparado ao materialismo do Egípcio
    • Transição para o momento grego
    • A trilogia das mitologias egípcia, indiana e grega
    • O ponto de partida da mitologia helênica em Cronos. Suas afecções (momentos) na consciência grega (Hades, Posêidon, Zeus)
    • Hades e Poseidon em relação de subordinação (de passado) em relação a Zeus
    • A exposição dessa relação na Ilíada
    • Liberdade e necessidade na formação da mitologia helênica
    • Pelasgos e Helenos (Heródoto: II, 52, 53)
  • Lição vigésima sexta
    • Caráter da mitologia grega como mitologia universal (como sistema teológico). Homero e Hesíodo: a diferença de sua situação em relação à mitologia grega
    • Primeira noção da Teogonia: o Caos
    • A noção simétrica à do Caos: o Jano da mitologia itálica antiga (ligação desta última com a mitologia helênica; observações sobre as mitologias germânica antiga e escandinava)
    • Dedução da noção de Caos e demonstração de que há um conteúdo idêntico na figura (o símbolo) de Jano
    • Os testemunhos antigos sobre a significação de Jano como unidade originária
    • O templo de Jano em Roma. Quirino = a Jano (o início da história romana. Niebuhr)
    • O testemunho de Ovídio
    • Etimologia de Jano. Derivação de Buttmann
  • Lição vigésima sétima
    • O primeiro período da Teogonia: 1) momento de Geia sendo para si = ao momento da primeira materialização do princípio originário, = ao momento do Sabismo ainda a-mitológico
    • 2) momento da primeira fundação do mitológico: os filhos de Geia e de Urano, a) os Titãs, b) os Ciclopes; seu estado de potencialidade
    • – A genealogia dos filhos da Noite como episódio filosófico da Teogonia
    • – Transição da Teogonia à época mitológica. A época de Cronos = ao momento do nascimento da mitologia grega. As divindades femininas correspondentes aos três filhos de Cronos: Héstia, Deméter, Hera. Héstia, Deméter e Perséfone, em sua relação recíproca
    • A significação do rapto de Perséfone. A fronteira entre exotérico e esotérico na mitologia grega
    • Fim e conteúdo dos Mistérios
    • Crítica das representações que se fizeram até aqui de Deméter e de Perséfone
    • A explicação dos Mistérios por Paulus
    • Como exotérico e esotérico se condicionam mutuamente na mitologia grega
  • Lição vigésima oitava
    • Diferença qualitativa entre o caráter da religião grega e o das religiões anteriores
    • A origem supostamente pós-homérica dos Mistérios e a significação de Homero
    • A compleição dos deuses homéricos
    • O primeiro receio na arte grega de representar deuses antropomórficos (os graus da arte plástica entre os Gregos)
    • Explicação desse receio, e considerações gerais sobre a arte antiga e a arte moderna
  • Lição vigésima nona
    • Relação entre o mundo grego dos deuses em seu conjunto, e Zeus
    • Em que medida certos deuses da mitologia grega aparecem a princípio como formais, para vir tomar lugar ulteriormente entre os deuses materiais (Ares. Hefesto)
    • A noção de Atena = à Perséfone restaurada, portanto à tritogeneia
    • Noção de Hermes. O caráter particular de duas divindades: Apolo e Ártemis
    • Como admitir igualmente autênticas invenções no seio da mitologia grega
    • Observações gerais sobre a filosofia da mitologia
    • Reflexão final
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