MITOLOGIA
SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Philosophie der Mythologie. Herausgegeben von Karl Friedrich August von Schelling. Stuttgart; Augsburg: J. G. Cotta'scher Verlag, 1856–1857. 2 v. (Sämmtliche Werke, Zweite Abtheilung, Bände 1–2).
- Band 1 (1856): Einleitung in die Philosophie der Mythologie (contendo a Introdução histórico-crítica e a Introdução filosófica à mitologia).
- Band 2 (1857): Philosophie der Mythologie (a exposição do sistema monoteísta sucessivo e dos mitos dos povos históricos).
1841-1842
SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Leçons inédites sur la philosophie de la mythologie: (Berlin 1841-1842). Texte établi par Walter E. Ehrhardt; traduit de l'allemand et présenté par Alain Pernet. Grenoble: Jérôme Millon, 1998. 352 p. (Collection Krisis).
UMA DUPLA EDIÇÃO
1 INTRODUÇÃO
- 1.1 Observações preliminares do primeiro volume
- 1.2 Princípios editoriais
- 1.3 Proveniência dos manuscritos e observações sobre as cópias
- Notas
2 CÓPIAS DO CURSO DE SCHELLING EM MUNIQUE (1837)
- 2.1 Diferenças textuais entre as cópias de Atenas e de Munique e forma de sua restituição
- 2.2 Texto da cópia « Filosofia da mitologia de Schelling 1836/37 »
- Notas
3 CÓPIA DO CURSO DE SCHELLING EM BERLIM (1842)
- 3.1 Texto da cópia « Filosofia da mitologia do Dr. Schelling », Berlim 1842
- Notas
1856
SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Introduction à la philosophie de la mythologie: I. Introduction historico-critique; II. Philosophie rationnelle pure. Traduction du GDR Schellingiana (CNRS) sous la direction de Jean-François Courtine et de Jean-François Marquet. Paris: Éditions Gallimard, 1998. 564 p. (Bibliothèque de Philosophie).
Prefácio
LIVRO I
Introdução histórico-crítica
- LIÇÃO I. Título e objeto destas lições. — Curso do desenvolvimento. — Primeira explicação da mitologia como poesia (a mitologia não comporta nenhuma verdade). Exposição e crítica dessa concepção. — Discussão de uma passagem de Heródoto (II, 53) expondo as relações entre a mitologia grega e a poesia. — Relações entre as outras mitologias, notadamente indianas, e a poesia.
- LIÇÃO II. A interpretação alegórica da mitologia (há verdade na mitologia, mas não na mitologia como tal): as diferentes variedades dessa interpretação (evemerista, moral, física); a interpretação cosmogônica ou filosófica (segundo Heyne); a interpretação filológico-filosófica (segundo Hermann).
- LIÇÃO III. Ensaio de uma síntese das concepções poética e filosófica (paralelo entre a ação conjunta da poesia e da filosofia no nascimento da mitologia e no da formação das línguas). Resultado: a mitologia é em todo caso um produto orgânico. — O princípio explicativo reside num tertium quid para além da poesia e da filosofia. — Passagem à discussão dos pressupostos históricos da mitologia. Crítica desses pressupostos a propósito dos diferentes tipos de explicação admitidos até aqui: 1) a mitologia foi invenção de indivíduos; 2) invenção de um povo. Principal objeção a opor à última concepção (abstração feita da afinidade das diferentes mitologias): que um povo só surge com sua teologia. — Resultado: a mitologia não é uma invenção.
- LIÇÃO IV. Explicações religiosas da mitologia (há verdade na mitologia como tal). — Diferentes variedades dessa explicação que não se pode verdadeiramente considerar religiosas (a hipótese de D. Hume. J. H. Voss). — Explicação fundada no instinto religioso, do qual resulta seja a partir da natureza a divinização desta, seja a partir da notitia insita o politeísmo. — Hipótese de uma teologia formal prévia, combatida por Hume. — Explicação pela deformação de uma verdade revelada, de um monoteísmo (Lessing, Cudworth. Exploração evemerista do Antigo Testamento por G. Voss. Hipótese de uma Revelação primitiva. William Jones). — Teoria de F. Creuzer. — Passagem à questão da conexão causal entre a separação (nascimento) dos povos e o politeísmo.
- LIÇÃO V. As hipóteses físicas sobre o nascimento dos povos. — Vínculo desse problema à questão da diferença das raças. — Causa da divisão dos povos numa crise espiritual, provada pela conexão da separação dos povos e do nascimento das línguas (Gn 1.11). Explicação dessa crise e das causas positivas do nascimento dos povos. Meio de se opor à desagregação dos povos e de manter a consciência da unidade (monumentos pré-históricos, torre de Babel).
- LIÇÃO VI. O princípio da unidade originária: um deus universal, comum a toda a humanidade. — Investigação mais detalhada, acompanhada da elucidação da diferença entre politeísmo simultâneo e politeísmo sucessivo. — Resposta à questão capital de saber quem era esse deus comum. Conceito do monoteísmo relativo, do qual decorre a explicação da mitologia como processo no curso do qual nascem ao mesmo tempo que as teologias os povos e as línguas segundo uma ordem definida. Comparação entre esse resultado e a hipótese de um puro monoteísmo prévio. Relação entre o monoteísmo relativo e a Revelação.
- LIÇÃO VII. Confirmação do que precede pelos escritos mosaicos. — Interpretação do Dilúvio. — O monoteísmo de Abraão como não absolutamente a-mitológico.
- LIÇÃO VIII. Determinações complementares do deus da pré-história em sua relação com o verdadeiro Deus. — Aplicação ao conceito de Revelação. — Discussão da relação entre a época pré-histórica e a época histórica, do que se conclui que o politeísmo não tem começo histórico, o que concorda com a tese de David Hume. — Processo supra-histórico do qual resultou o monoteísmo relativo e última pressuposição da mitologia na consciência humana que (por sua natureza) põe Deus. — Resultado: a mitologia é, considerada subjetivamente, um processo teogâmico necessário (que se desenrola na consciência).
- LIÇÃO IX. A propósito da concepção da mitologia, aparentemente análoga, de Ottfried Müller. — O que há de específico na filosofia da mitologia. — Digressão sobre o direito de propriedade do autor em relação às suas ideias. — Passagem à questão da significação objetiva do processo teológico.
- LIÇÃO X. Relação da filosofia da mitologia com outras ciências. Sua importância para estas: 1) para a filosofia da História; 2) para a filosofia da arte; 3) para a filosofia da religião.
LIVRO II
Exposição da filosofia racional pura
- LIÇÃO XI. Impossibilidade de toda religião filosófica na Antiguidade. — O cristianismo não põe imediatamente a religião livre. Catolicismo. Reforma. — A teologia natural. — Dissolução da antiga metafísica. — Passagem ao desenvolvimento filosófico ele mesmo. Desenvolvimento procedendo historicamente até Spinoza, especulativamente até o conceito de Estado.
- LIÇÃO XIII. O Estado mesmo = princípio. O acesso a este não é dedutivo, mas indutivo. — Exame dos elementos dessa indução, tais como se pode encontrá-los no pensamento puro (não tirados da experiência ou de fatos psicológicos) com o auxílio do princípio de contradição. — Observações lógicas sobre esse princípio. — Os números em filosofia (tricotomia). — Curso do desenvolvimento filosófico do Estado (dos elementos) até o que É o Estado. O argumento ontológico.
- LIÇÃO XIV. O método indutivo, que toma sua matéria do pensamento puro, correspondendo ao método dialético. — Apresentação deste último segundo Platão, compreendendo determinações mais precisas sobre a relação entre os elementos do Estado e o Estado mesmo, e em particular sobre sua possibilidade de ressair como princípios autônomos. Transição a Aristóteles.
- LIÇÃO XV. O método dialético segundo Aristóteles: 1) negativo em suas censuras dirigidas contra a dialética e a sofística; 2) positivo em sua teoria dos απλά. — Resultado histórico e especulativo: os elementos absolutamente simples só podem ser obtidos pelo pensamento puro. — Os dialéticos na época de Aristóteles.
- LIÇÃO XVI. Consideração geral sobre o objeto supremo. — Tarefa da filosofia primeira (racional) que acaba de nascer. — Seu ponto de partida na indiferença e a matéria desta, a Ideia absoluta (Deus e o mundo não fazendo senão um). Caracterização do sistema da identidade (Kant e Fichte) e de seu panteísmo. — Conceito da filosofia racional pura, comparação com a matemática. — Em que medida a ciência primeira não é simplesmente ciência do universal. A posição de Aristóteles sobre esse ponto. — Considerações gerais sobre Aristóteles.
- LIÇÃO XVII. Continuação da exposição da filosofia racional pura. Os princípios, elevados até o ser, tornam-se causas. A relação recíproca das três causas (potências). — Paralelo destas com as causas em Platão, em Aristóteles. Até onde se pode ir com essas três causas? (Matéria. Quantidade. Qualidade. Coisas). — Quarta causa. Sua relação com as três potências, com Deus. — A quarta causa = alma = ti hiv éivai em Aristóteles.
- LIÇÃO XVIII. Recapitulação dos quatro princípios como causas do nascimento de tudo (do mundo das Ideias). A alma como intermediária entre o concreto e Deus. A alma do mundo platônica. Em que medida a alma está presente no inanimado. A alma enquanto princípio = a e sua relação com Deus. — O dilema de um mundo intra- ou extradivino. A elevação à ipseidade (= espírito. A quinta quaedam natura de Cícero). — Caráter modificado da ciência em consequência do mundo extra-inteligível que dela resulta. — Diferença entre a materialidade física e a materialidade metafísica (Platão). Essência da matéria física (Kepler), relação da Ideia com a matéria. — A extensão. Espaço e tempo. Relação das criaturas ao espaço. — Propriedade da matéria. O conceito de corpo.
- LIÇÃO XIX. O que exige uma dedução das três dimensões do que é corporal. — Dedução das três dimensões seguindo Aristóteles. — Relação entre os princípios e as dimensões, e em particular a quarta causa (a alma em seus diferentes graus). — O lado físico da alma. — Passagem ao que há de hiperfísico na alma, ao voûs (Aristóteles).
- LIÇÃO XX. A propósito do voûs aristotélico. — Noûs = espírito. Natureza eterna deste. — Essência do espírito = querer. Distinção entre o primeiro (arqui)querer e o querer no indivíduo. Nascimento das almas individuais. Comparação desse idealismo e o de Fichte; sua concordância com a consciência humana universal, e sua conexão com a ideia de uma existência após a morte. — Etimologia da palavra μακάριος. Teoria da imortalidade. — Prometeu como representante do antidivino. — A ciência racional recusa a questão de saber se Deus quis a ação pela qual o homem pôs o mundo fora da Ideia. Olhar retrospectivo sobre o curso da ciência racional.
- LIÇÃO XXI. Solução da antinomia relativa à limitação ou ilimitação do universo. — Paleontologia. A história da terra é uma história interna e não uma história externa. Nascimento e unidade do gênero humano. Diferença das raças. Oposição da linhagem divina e das linhagens naturais. Justificação dessa maneira de ver contra as objeções oriundas de um ponto de vista filantrópico.
- LIÇÃO XXII. Teoria do conhecimento (o objeto da alma não é Deus, mas o Ente). Distinção entre o conhecimento natural e a ciência adquirida que se funda sobre o conhecimento natural (antiga metafísica). Passagem da teoria do conhecimento à filosofia prática. Dedução da Lei moral. — Independência da Lei moral em relação a Deus (a Aikn dos Antigos. Kant). Dedução do Estado.
- LIÇÃO XXIII. O Estado não é produto da liberdade, é antes condição originária, e não é portanto oriundo de um contrato. — A gênese do Estado do ponto de vista histórico. Estado e sociedade, e suas diferentes posições recíprocas das quais resultam as diferentes formas de Estado. — A Grécia, Roma. — Graças ao cristianismo o Estado tornou-se meio (não fim); a tarefa do indivíduo é elevar-se interiormente acima do Estado.
- LIÇÃO XXIV. Relação do indivíduo à Lei moral. Caráter infeliz da ação. — Retorno à vida contemplativa (ascese, arte, ciência); o que o Eu deve finalmente atingir por aí: Deus na Ideia, a título de causa final. (Objetivo idêntico da filosofia antiga.) — Fim da ciência simplesmente racional (da filosofia negativa). Busca da filosofia positiva. Transição para esta. Característica da filosofia positiva. Sua questão prévia.
APÊNDICE DA FONTE DAS VERDADES ETERNAS
1857
SCHELLING, Friedrich Wilhelm Joseph von. Philosophie de la mythologie. Tradução: Alain Pernet. Grenoble: J. Millon, 1994.
- Lição sétima
- Observações preliminares sobre a filosofia da mitologia
- O ponto de partida da análise: a possibilidade de uma alteração do homem
- As expressões correspondentes a essa possibilidade na mitologia: as noções de Nêmesis, de Apaté (Mâyâ), o conceito de tentação
- Lição oitava
- A alteração efetiva do homem = Arqui-Acidente (Fortuna primigênia)
- Os vestígios desse evento na mitologia ulterior. A figura de Perséfone
- A primeira condição de Perséfone, comparada à estadia no paraíso
- A dualidade em Perséfone segundo os filósofos antigos, em particular os Pitagóricos
- Descrição dessa transição de Perséfone nos Mistérios
- Consequências objetivas da reativação de B pelo homem: estabelecimento do politeísmo sucessivo
- Lição nona
- Irrupção do processo na consciência humana. Primeiro momento: o princípio posto no homem como unilateral (B) resiste ao seu superamento pelo poder superior (A2)
- O conceito dos deuses formais
- Lição décima
- Transição para o momento seguinte
- A natureza desse momento: o princípio (B) se materializa, torna-se periférico e aparece como a base relativamente espiritual do Deus (o que gera o Deus); donde a transição para as divindades femininas
- O culto de Urania entre os Persas junta-se ao Sabismo – já ligado à veneração dos elementos – (Heródoto: I, 131)
- Mitra, Mylitta, Astarta = a Urania. Etimologia desses nomes
- A virada da mitologia com Urania, comparada ao momento correspondente da formação da natureza. O elemento úmido, representante desse momento
- Lição décima primeira
- A religião persa, como fixada no momento da primeira materialização: onde se explica a relação entre Mitra e Mithra
- Dedução da religião de Mithra
- Explicação do nome de Mithra
- A relação entre Mithra e a doutrina do Zend. O dualismo dessa doutrina; justificação da doutrina de Zardust como produto da noção de Mithra
- O problema dos Mithriaca
- Os grandes traços da doutrina de Mithra como reação contra o processo mitológico (comparação com o aparecimento do budismo)
- Lição décima segunda
- O progresso para a polilatria efetiva se deve:
- 1) à transição para o culto decisivo da divindade feminina. – Este se manifesta
- a) no culto babilônico de Mylitta. Explicação deste último
- b) na representação da divindade masculina provida de atributos femininos e inversamente, na troca dos trajes entre o homem e a mulher (= às apresentações miméticas da transição do masculino ao feminino), nas hieródulas etc…
- As divindades masculinas-femininas implicam o conceito de relatividade
- 2) ao aparecimento contemporâneo da deusa e do segundo Deus; este (= Dionísio), ainda todo nela, lhe é assim incorporado: a religião dos Árabes
- Exegese da passagem de Heródoto: III, 8; explicação dos nomes de Urotal e de Alilat
- Lição décima terceira
- O ponto exato sobre nosso desenvolvimento científico
- Dedução e resultado: o aparecimento simétrico de divindades masculinas e femininas, sua situação recíproca
- O curso insensível do processo, referido ao numen divino que o rege
- Comparação prévia entre os graus do processo mitológico e os momentos correspondentes da formação da natureza
- O sofrimento gerado pelo trânsito do primeiro Deus
- Caracterização mais precisa da situação inicial do segundo Deus, que doravante aparece ser autônomo – embora sempre em estado de negação
- Debate sobre a importância da distinção entre as duas épocas do Deus: a época de sua subordinação e de sua negação, a época de seu reconhecimento como Deus. A maneira como este ponto tem, em suma, sido tratado até aqui na mitologia
- Por que a primeira operação do segundo Deus é contrariada e desconcertante
- Marcha simétrica da evolução mitológica e da história da filosofia grega
- Lição décima quarta
- Momento de Cronos: a religião dos Fenícios
- Cronos = à segunda forma de Urano. Distinção entre o politeísmo relativamente sucessivo e o politeísmo absolutamente sucessivo
- Outras discussões sobre a noção de Cronos. Interpretações idênticas dessa noção entre os Antigos
- O primeiro passo para uma representação figurativa. Significação desse passo
- Legitimação do conceito de fetichismo
- O verdadeiro conceito da idolatria
- O dilaceramento da consciência nesse momento do processo. Sinais exteriores desse estado
- O conceito de deisidemonia
- O aparecimento de sacrifícios humanos (de garotos)
- Rejeição das explicações insuficientes a esse respeito
- Transição para a explicação efetiva: o problema de um filho de Cronos – o Melkharth dos Fenícios
- Onde se demonstra que Melkarth é filho de Cronos. A personalidade idêntica entre os Etíopes
- A noção de Melkarth
- Comparação entre este último e o servo de Deus odiado
- Explicação positiva dos sacrifícios de garotos
- Lição décima quinta
- Episódio do Heracles grego. – Explicação prévia do Heracles egípcio
- A relação entre o mito de Heracles e a mitologia grega geral
- A significação dos Heraclidas
- A fábula grega de Heracles apresentada segundo seus traços particulares como refundição da representação oriental
- Retorno à mitologia em seu conjunto
- Lição décima sexta
- A segunda (e perfeita) materialização (catabole) do princípio real. Ela se encontra anunciada por Vorgiasmo
- Representante desse progresso: a Mãe frígia dos deuses: Cibele. Etimologia desse nome
- Momento simétrico na formação da natureza (formação da terra)
- A pedra caída do céu, ícone de Cibele: da origem dos meteoritos (e das fontes termais)
- A significação de Cibele, confirmada por seu modo de aparecimento
- Lição décima sétima
- Momento da coexistência de duas potências ou de dois deuses na consciência: o Osíris-Tífon dos Egípcios
- Construção de Osíris-Tífon (aspecto teriomórfico dos deuses – momento simétrico da formação dos animais na natureza)
- Esta construção se encontra atestada pelos enunciados da Antiguidade
- O mito do dilaceramento
- A relação que aparece entre deuses, uma vez resolvida a contradição Osíris-Tífon: Osíris é – em virtude da identificação entre Tífon superado e Osíris – soberano do mundo infernal (Hades = a Dionísio). Hórus = ao Osíris ressuscitado = a A . A noção de Hórus segundo Plutarco
- Hórus criança (= ao Harpócrates grego)
- Lição décima oitava
- Conclusão do debate sobre as figuras isoladas da mitologia egípcia; a noção de Bubastis
- Resultado de toda a mitologia egípcia: o triplo Osíris (= à tensão resolvida das potências). Nascimento do monoteísmo na teologia egípcia
- O caráter desse monoteísmo enquanto aparecido na história explica a) o sistema calendário, b) a veneração de Tífon, parcialmente conservada. Os Tifonianos
- Análise do sistema da teologia egípcia e de sua Tríade: Amon = ao Deus no recolhimento, Ptah = ao Deus em seu momento de expansão, Khnoum = ao Deus da unidade realizada
- A relação entre o nascimento dessa teologia superior e os monumentos egípcios. Discussão sobre estes últimos, sobre sua relação com os períodos da história egípcia; das pirâmides em particular
- Lição décima nona
- Acordo entre nossa dedução da mitologia e da teologia egípcias, e as ordens egípcias de deuses em Heródoto. A primeira dessas ordens: os oito deuses mais antigos. Discussão particular sobre a relação entre Amon e Pã, depois entre o culto de Pã e o de Ptah
- O Hermes egípcio como quarta divindade. Sua noção. Os Livros Herméticos
- A octade completada pelas divindades femininas correspondentes. Entre elas, Hathor e Neith
- A segunda geração de Heródoto: os doze deuses, apresentados como os deuses da época croniana – esta precedendo o ser especificamente egípcio –
- A terceira ordem de deuses: os deuses do momento propriamente egípcio
- Explicação do culto egípcio dos animais
- Derivação do culto de Ápis
- Lição vigésima
- Transição para a mitologia indiana. Justificação do lugar que lhe é atribuído
- Dedução do momento indiano em sua distinção do momento egípcio: a dissipação das potências como um dos aspectos do ser indiano: p. (435) – apresentado a) na noção de Brahman e de seu desaparecimento fora do culto: p. (441); b) no shivaismo: p. (444); c) no vishnuismo. Recusa da concepção de um Deus único situando-se acima das três devatas
- Onde se mostra a sucessão exata das três devatas (Shiva antes de Vishnu), assim como sua conexão lógica, graças à doutrina das três qualidades (tri-guna)
- A etimologia da Tríade indiana. A compreensão que dela temos se encontra confortada pelos monumentos artísticos
- – Os momentos anteriores do processo mitológico na Índia, representados pelas seitas (shaktas, shaivas). Sua relação com o sistema das castas
- Os deuses materiais da Índia e sua significação
- Lição vigésima primeira
- Derivação e significação do mito da encarnação. As encarnações de Vishnu
- Análise da outra face da mitologia indiana – o misticismo – em consideração da significação do budismo e da tentativa de explicá-lo pelos sistemas indianos: 1) o sistema teosófico dos Vedas (Os Vedas: generalidades; suas partes e sua antiguidade – tendo em vista em particular as concepções de Colebrooke. Resultado: os Vedas não são um livro religioso especificamente indiano)
- 2) os sistemas filosóficos da Índia (Mimamsa, (Vedanta), Nyaya, Samkhya)
- Lição vigésima segunda
- 3) A doutrina da Bhagavad-Gita. Sua doutrina do Yoga, em relação com a doutrina mística dos Vedas
- Sua doutrina das três qualidades
- Explicação positiva do budismo como fenômeno anti-mitológico, correspondente à religião de Mithra, portanto como uma doutrina da unidade não abstrata, mas encerrando em si mesma um dualismo – à semelhança da doutrina do Zend
- Ausência de relação causal entre o brahmanismo e o budismo
- Parentesco originário entre a Índia antiga e a Pérsia antiga
- Prova de uma coexistência entre o budismo e o brahmanismo na Índia
- Influência recíproca da mitologia indiana sobre o budismo. – A doutrina de Maya é também originariamente budista? Relação possível entre a Mitra triformis e a tri-guna. – A influência evidente do budismo sobre a mitologia indiana
- O proselitismo budista. O budismo mongol (lamaico)
- Lição vigésima terceira
- Transição para a China. Definição do problema particular da explicação do ser chinês
- O princípio originário da religião em sua significação – aqui modificada segundo seu único aspecto formal, – mas operando com a mesma exclusividade
- Verificação histórica da justeza de nossa dedução, 1) a partir da noção de Império chinês, derivado do momento astral – na sequência de uma catástrofe: p. (527); 2) a partir da absolutidade e da estabilidade do Império chinês tal como se apresenta a) no interior: p. (529); b) no exterior. O Imperador – soberano do mundo, no sentido físico também
- Interpretação do símbolo do Império chinês (o Dragão)
- O caráter puramente mundano – a-sacerdotal – do Imperador chinês e da China
- Lição vigésima quarta
- A verdadeira razão da natureza monossilábica da língua chinesa – retorno sobre a língua primordial do gênero humano e a confusão das línguas –
- Recusa de derivar o caráter da língua chinesa a partir de um estado de barbárie (Rémusat)
- A escrita chinesa consequência da língua, e não o inverso (contra Rémusat)
- A antiguidade dos Chineses – remontando à humanidade (absolutamente) ante-histórica
- O lugar exato da China na evolução da mitologia
- Transição para os sistemas religiosos existentes na China: 1) a doutrina de Confúcio; 2) o sistema de Lao Tsé; 3) o budismo
- Lição vigésima quinta
- Recapitulação. Nova caracterização do Indiano. A preponderância da alma no Indiano; sua compleição física e a plenitude de alma de sua poesia (Shakuntala)
- Outros detalhes sobre o espiritualismo do Indiano, comparado ao materialismo do Egípcio
- Transição para o momento grego
- A trilogia das mitologias egípcia, indiana e grega
- O ponto de partida da mitologia helênica em Cronos. Suas afecções (momentos) na consciência grega (Hades, Posêidon, Zeus)
- Hades e Poseidon em relação de subordinação (de passado) em relação a Zeus
- A exposição dessa relação na Ilíada
- Liberdade e necessidade na formação da mitologia helênica
- Pelasgos e Helenos (Heródoto: II, 52, 53)
- Lição vigésima sexta
- Caráter da mitologia grega como mitologia universal (como sistema teológico). Homero e Hesíodo: a diferença de sua situação em relação à mitologia grega
- Primeira noção da Teogonia: o Caos
- A noção simétrica à do Caos: o Jano da mitologia itálica antiga (ligação desta última com a mitologia helênica; observações sobre as mitologias germânica antiga e escandinava)
- Dedução da noção de Caos e demonstração de que há um conteúdo idêntico na figura (o símbolo) de Jano
- Os testemunhos antigos sobre a significação de Jano como unidade originária
- O templo de Jano em Roma. Quirino = a Jano (o início da história romana. Niebuhr)
- O testemunho de Ovídio
- Etimologia de Jano. Derivação de Buttmann
- Lição vigésima sétima
- O primeiro período da Teogonia: 1) momento de Geia sendo para si = ao momento da primeira materialização do princípio originário, = ao momento do Sabismo ainda a-mitológico
- 2) momento da primeira fundação do mitológico: os filhos de Geia e de Urano, a) os Titãs, b) os Ciclopes; seu estado de potencialidade
- – A genealogia dos filhos da Noite como episódio filosófico da Teogonia
- – Transição da Teogonia à época mitológica. A época de Cronos = ao momento do nascimento da mitologia grega. As divindades femininas correspondentes aos três filhos de Cronos: Héstia, Deméter, Hera. Héstia, Deméter e Perséfone, em sua relação recíproca
- A significação do rapto de Perséfone. A fronteira entre exotérico e esotérico na mitologia grega
- Fim e conteúdo dos Mistérios
- Crítica das representações que se fizeram até aqui de Deméter e de Perséfone
- A explicação dos Mistérios por Paulus
- Como exotérico e esotérico se condicionam mutuamente na mitologia grega
- Lição vigésima oitava
- Diferença qualitativa entre o caráter da religião grega e o das religiões anteriores
- A origem supostamente pós-homérica dos Mistérios e a significação de Homero
- A compleição dos deuses homéricos
- O primeiro receio na arte grega de representar deuses antropomórficos (os graus da arte plástica entre os Gregos)
- Explicação desse receio, e considerações gerais sobre a arte antiga e a arte moderna
- Lição vigésima nona
- Relação entre o mundo grego dos deuses em seu conjunto, e Zeus
- Em que medida certos deuses da mitologia grega aparecem a princípio como formais, para vir tomar lugar ulteriormente entre os deuses materiais (Ares. Hefesto)
- A noção de Atena = à Perséfone restaurada, portanto à tritogeneia
- Noção de Hermes. O caráter particular de duas divindades: Apolo e Ártemis
- Como admitir igualmente autênticas invenções no seio da mitologia grega
- Observações gerais sobre a filosofia da mitologia
- Reflexão final
