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Hadot
Pierre Hadot (1922-2010)
UNIVERSALIS
Pierre Hadot — filósofo, historiador e filólogo — perseguiu o projeto de uma definição de um modelo ético que o homem contemporâneo pode descobrir na Antiguidade, articulado sobre dois tipos de pesquisas conexas.
- O primeiro tipo é a análise crítica da argumentação especulativa dos tratados filosóficos greco-romanos.
- O segundo é a tópica histórica, que estuda o papel e a evolução de sentido das imagens ou símbolos formadores do pensamento ocidental.
- O projeto ético, afirmado desde o início e constantemente reafirmado e transformado por novas abordagens, funda-se em pesquisas que abarcam a totalidade dos movimentos de pensamento: na história da concepção da metafísica e da dialética, da física e da moral; nas escolas filosóficas de Platão, Aristóteles, estoicos, epicuristas e neoplatônicos; nas correntes patrísticas que delas se serviram — Orígenes, Mário Vitorino, Ambrósio, Agostinho —; e na história das ideias modernas, com Goethe, Nietzsche, Heidegger, Wittgenstein e Michel Foucault.
- Como Plutarco construindo suas Vidas Paralelas por diálogo e comparação — sunkrisis — dos heróis das duas cidades-símbolo do Universo, Atenas e Roma, a antiga e a atual, a grega e a latina, Hadot não cessa de estabelecer a sunkrisis do antes e do depois.
- Os esforços teóricos dos filósofos explicados pelo sábio — cujo ofício é elaborar uma historia da filosofia — não são, em definitivo, senão as justificativas a posteriori de vidas cujo objeto é o ethos humano: a filosofia como maneira de ser e de viver, estilo de vida e arte de viver.
- Nessa categoria se inscrevem tanto o Plotino, ou a Simplicidade do Olhar (1963) quanto o mais recente A Cidadela Interior (1992), sobre Marco Aurélio.
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