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13 Origem da hermenêutica
GUSDORF, Georges. Les sciences humaines et la pensée occidentale. 14 volumes. Paris: Payot, 1966–1988. Tomo XIII: Les origines de l'herméneutique (1988)
I
- Primeira parte: As origens
- Capítulo I. A idade de ouro da hermenêutica alexandrina
- Hermenêutica, interpretação (interpretatio) e exegese
- A mensagem de Hermes como transferência de significação
- Um ministério da comunicação
- Desvelar a não evidência do sentido como tarefa interminável
- Nietzsche: a filologia como arte de ler
- Os estudos clássicos (classical scholarship) a partir do século III a.C.
- A fundação de Alexandria do Egito (330 a.C.), capital cultural do Ocidente durante um milênio
- O Museu e a Biblioteca
- Ordenar o caos: o gênio bibliotecário e a tradição escrita
- Filólogos, gramáticos e críticos
- A civilização da leitura e da escrita
- A arte da interpretação como preservação do sentido
- Os estudos homéricos
- A sacralidade pedagógica de Homero como obra de arte total (Gesamtkunstwerk) da cultura ocidental
- A constituição do cânone das escrituras homéricas em Alexandria como realização excepcional do gênio humano
- A formação das lendas épicas e a fixação de um texto definitivo (ne varietur)
- A história do texto homérico e de sua fixação
- O espaço mental do Museu e a interrupção da tradição viva
- A necessidade de restaurar as significações perdidas e reatualizar o sentido
- O filólogo trabalha sobre as obras de outros
- O sofista ou o intelectual impuro
- Os bibliotecários de Alexandria: escoliastas, lexicógrafos e comentadores
- A constituição da paideia antiga e do classicismo em Alexandria
- O trabalho e a tecnologia do texto
- A cultura do livro substitui a cultura da rua
- A invenção da literatura
- Classicus: classicismo e elitismo
- Classificação e catálogo
- O cânone das belas-letras como obra de Calímaco e Aristófanes e balanço do helenismo
- O cânone dos clássicos implica uma dogmática estética e moral
- Alexandria como pátria originária da hermenêutica
- A Bíblia dos Setenta como contemporânea do cânone homérico
- Fílon de Alexandria, o neoplatonismo e a patrística no centro cultural alexandrino
- Filologia clássica e exegese sagrada
- O cânone bíblico e o corpus hipocrático
- O declínio da Aufklärung alexandrina
- O recuo do espírito crítico
- O fim do Museu e da Biblioteca
- Da hermenêutica ao hermetismo
- Iniciação e gnose
- Capítulo II. O advento da hermenêutica judaico-cristã
- A epopeia de Alexandre abre novos horizontes espirituais
- A exigência religiosa também muda de escala
- O neologismo «teologia» em Platão e Aristóteles
- Teologia (theologia) e mitologia (mythologia)
- A inteligibilidade cósmica do estoicismo na imanência
- O espiritualismo neoplatônico: transcendência e êxtase
- Neoplatonismo e cristianismo na tradição ocidental
- A pregação universalista do apóstolo Paulo
- O sincretismo como confusão das interpretações
- Um politeísmo epistemológico: multiplicação do sentido e jogos de espelhos
- O Sonho de Cipião comentado por Macróbio
- Virgílio como poeta-profeta inspirado
- Agostinho: De doctrina christiana e o sincretismo filosófico-religioso
- A tradição judaico-cristã fundamenta uma religião do livro, conferindo às Escrituras e à sua leitura um valor essencial
- A hermenêutica transforma-se em ministério da verdade
- A necessidade de reencontrar a palavra atual do Deus vivo
- A distância entre a leitura crítica e a exegese religiosa
- A contemporaneidade espiritual do corpus bíblico
- O duplo movimento da interpretação religiosa: do presente ao passado e do passado ao presente
- A reatualização do sentido
- O simbolismo como instrumento de descoberta das significações latentes
- A Cabala e seus códigos como revelação da Revelação
- Do literalismo à mística especulativa
- A ilimitabilidade do sentido e o simbolismo dos números
- O fechamento da tradição judaica sobre si mesma após o advento do cristianismo
- O Talmude como patrimônio espiritual do judaísmo
- Capítulo III. A hermenêutica cristã patrística
- O cristianismo como transformação do judaísmo
- Jesus introduz uma nova leitura da tradição, não reconhecida pela sinagoga
- A divergência cristã conduz o judaísmo ao isolamento
- Os cristãos assumem a Bíblia antiga, mas reabrem o Livro
- Jesus como primeiro hermeneuta cristão
- A retroatividade do Novo Testamento e a multiplicação do sentido
- Os cristãos são obrigados a dialogar com a tradição pagã
- O radicalismo iconoclasta como posição extrema do terrorismo cultural
- A concordata cultural da patrística: Agostinho e Jerônimo
- Um monoteísmo cultural recupera a tradição em sua totalidade
- A Paideia en Christo como síntese bíblico-clássica
- O programa das artes liberais
- As dificuldades da leitura bíblica: a distância cultural e os diferentes modos e ordens do Livro revelado
- Agostinho e as obscuridades das Escrituras em De doctrina christiana
- A necessidade de um saber enciclopédico
- A doação de Constantino inclui o império do saber
- Os mosteiros como fortalezas do conhecimento
- A transferência do saber pagão para o interior da espiritualidade bíblica
- Clemente de Alexandria e o iluminismo cristão
- Eusébio e a transformação das coordenadas históricas
- Orígenes como fundador da ciência bíblica cristã mediante a apropriação da crítica alexandrina
- A Bíblia Hexapla como primeira Bíblia poliglota
- O obscurecimento das Escrituras
- Jesus teria sido o decano da Faculdade de Ciências Religiosas?
- A era dos doutores sucede à era apostólica
- A necessidade de consolidação intelectual da fé
- A proliferação do sentido
- Orígenes como definidor do novo espaço mental da exegese
- Capítulo IV. A exegese medieval
- Uma cultura clerical fundada na revelação das Escrituras
- A suspeita legitimada em relação aos autores pagãos
- A Vulgata de São Jerônimo como texto recebido, fixado e sacralizado durante um milênio, impedindo a exegese histórica
- A paralisação da crítica histórica contribuiu para o esquecimento das interpretações medievais, embora abundantes e significativas
- O campo unitário das Escrituras, idealmente contemporâneas
- A ilimitabilidade do sentido e a reverberação do Verbo
- O Espírito sobrecarrega a Letra e exige uma leitura na fé e para a fé
- Signo, símbolo e sacramento na polissemia do texto
- A rejeição do sentido literal
- Uma ascese linguística inspirada pela busca de Deus através dos símbolos
- A fusão das leituras interpretativas sobrepostas como transparências da eternidade no tempo
- O simbolismo universal como leitura do Verbo encarnado descoberto nas entrelinhas
- A onipresença do acontecimento divino: história sagrada e história da salvação
- Não explicação, mas implicação
- O mistério de Cristo como sentido do sentido
- A impossibilidade de um terceiro Evangelho: a encarnação de Cristo bloqueia o tempo
- A pluralidade das leituras
- O sentido literal da história bíblica e o sentido figurativo: carne e espírito
- Sentido objetivo e sentido edificante
- A doutrina dos quatro sentidos imposta pela finitude do intelecto humano
- Sentido literal, sentido alegórico, sentido moral e sentido analógico
- O histórico e o meta-histórico na leitura bíblica
- O tempo profético
- Antiga e Nova Aliança
- A insuficiência do Jesus histórico
- O sentido literal como anacrônico
- O sentido moral transfere a interpretação para o espaço interior
- A leitura mística e pietista como transfiguração da alma fiel
- O sentido anagógico: escatologia da Presença total
- Dizer o inefável: o paradoxo de falar de Deus
- A proliferação dos quatro sentidos
- São Boaventura: retórica e numerologia
- A leitura como exercício espiritual
- Uma herança cultural esquecida
- O leitor medieval situa-se no presente da eternidade
- A celebração do Verbo em um palácio de espelhos
- A tradição da leitura edificante
- Leitura histórica (lectio historica) e leitura alegórica (lectio allegorica)
- A alegorese dá origem à teologia dogmática, que se distancia do texto das Escrituras
- A dissociação entre espiritualidade e investigação intelectual
- Capítulo V. Filologia clássica e filologia sagrada no Renascimento
- A filologia como força motriz do Renascimento
- A degeneração da estrutura intelectual medieval
- A transformação das evidências e dos valores
- Uma nova busca da verdade
- O fim dos quatro sentidos e a primazia do sentido histórico
- A Reforma rompe a barreira da Vulgata e promove o retorno à Septuaginta e ao texto hebraico
- O texto das Escrituras entra em efervescência
- O renascimento filológico precede a Reforma
- A recuperação do modelo alexandrino das belas-letras
- O fim do monoteísmo cultural e a dissolução do totalitarismo cristão
- Virgílio como evangelista: Atenas e Jerusalém
- Homero e Virgílio apreciados por si mesmos
- Atenas e Roma como focos da elipse do classicismo reconstituído
- A transferência dos estudos (translatio studii) de Bizâncio para a Itália
- A emancipação da filologia como primeira das ciências humanas
- O novo tipo de humanista e a idade de ouro dos estudos da Antiguidade
- A busca do sentido fora de todo dogmatismo
- Valla e a transferência da tecnologia filológica do profano para o sagrado
- Valla e Copérnico
- Mesmo sagradas, as Escrituras são textos submetidos às regras comuns da crítica textual
- Uma nova patrística e a lua de mel entre filologia e fé
- Erasmo, a philosophia Christi e o evangelismo
- A prioridade do texto
- As Bíblias poliglotas
- A ruptura da Reforma
- A autoridade das Escrituras em oposição à autoridade da Igreja de Roma
- Lutero como tradutor da Bíblia
- A filologia bíblica como objeto e refém do conflito
- O Concílio de Trento impõe a Vulgata e generaliza os seminários diocesanos
- O declínio das faculdades de teologia
- O colégio jesuíta como novo paradigma pedagógico e o dogmatismo das belas-letras
- A filologia marginalizada nos países católicos e predominante na Europa reformada
- A posição central da Faculdade de Teologia
- Filologia clássica, línguas orientais e exegese bíblica na Holanda
- A revolução galileana na filologia
- Friedrich August Wolf como estudante de filologia (1777)
- A ciência da Antiguidade (Altertumswissenschaft)
- O fim do dogmatismo das belas-letras
- Prolegomena ad Homerum (1795) e o ateísmo homérico
- Uma história do texto homérico
- A autonomia da Altertumswissenschaft
- Filologia clássica e filologia bíblica como problemáticas comuns
- A letra e o espírito das Escrituras
- Capítulo VI. A hermenêutica bíblica nos séculos XVII e XVIII
- A exegese entre os reformados e a crítica bíblica: Grotius, La Peyrère e Hobbes
- Spinoza: o Tractatus theologico-politicus (1670) como discurso do método para a exegese do documento bíblico
- Richard Simon como Galileu das ciências religiosas
- A fragilidade do texto bíblico para fundamentar sozinho a fé
- O radicalismo crítico utilizado para justificar a autoridade da Igreja e de seu magistério
- Richard Simon colocado fora da lei
- A pesquisa bíblica na Europa da Reforma
- Fundamentalismo bíblico e perigo de anarquia doutrinária
- As variações das igrejas protestantes
- A Reforma como movimento perpétuo
- Exegese e hermenêutica
- A exegese limita-se a restaurar objetivamente o documento
- A leitura pietista como leitura inspirada: a Bíblia como lugar da Palavra divina
- O pietista Rousseau contra a ciência bíblica
- O culto do coração em oposição às denominações confessionais
- A ciência do texto não questiona sua autenticidade religiosa
- As sobreposições de significações da Revelação global
- A revelação do homem a si mesmo e a restauração da multiplicidade dos sentidos
- A hermenêutica aprofunda a polivalência do sentido
- Do exterior ao interior, da letra ao espírito
- A transformação hermenêutica nas ciências humanas
- As faculdades de teologia na França desde 1808
- A problemática das traduções bíblicas entre os reformados
- Hermeneutika (1630) como ciência do verdadeiro sentido
- A verdade torna-se problemática: uma lógica do sentido
- A legitimação do espírito crítico
- Iluminismo e protestantismo segundo Dilthey
- A Bíblia como Palavra de Deus deve ser inteligível por si mesma
- A imensa tarefa de manifestação do sentido
- Flacius Illyricus (1577): reencontrar a unidade do desígnio divino como princípio da totalidade
- A análise retórica do discurso bíblico
- Uma crítica de espírito racionalista
- A tradição universitária da filologia sagrada e profana nos séculos XVII e XVIII
- A complexidade intrínseca da coletânea bíblica
- O triunfo da razão raciocinante
- A exegese de Christian Wolff e a elucidação racional das Escrituras
- S. J. Baumgarten: retórica, lógica e recorrências da mentalidade
- Os estudos hebraicos: J. A. Michaelis em Halle e seu filho Johann David em Göttingen
- A ciência bíblica ampliada ao estudo das mentalidades e das civilizações
- O Novo Testamento como coletânea igualmente composta de materiais diversos
- A hipótese do Protoevangelho renova a problemática
- J. S. Semler: historicidade da revelação bíblica e crítica do cânone do Antigo e do Novo Testamento
- A iniciativa pietista restaura o sentido místico
- A. H. Francke (1717): a conversão como chave da Revelação
- A tradição pietista da leitura espiritual: Bengel (1742)
- Da Bíblia de Marburg à Bíblia de Berleburg
- O erudito e o crente
- A inspiração
- Uma verdade de figura humana
- A componente psíquica: Chladenius (1742)
- Ernesti (1761): ambiguidades do sentido, vocabulário e gramática
- Mentalidade, modo de vida e campo semântico
- Vico (1725) e a coerência interna da inteligibilidade
- A análise global da realidade humana
- O retorno cíclico das formas culturais
- A humanidade vive em um mundo de significações
- Uma hermenêutica da história universal e o inventário dos espaços culturais
- Capítulo VII. Da exegese à hermenêutica
- De Vico a Montesquieu
- Uma teoria dos conjuntos da compreensão
- A teoria dos climas e o determinismo do ambiente
- Uma inteligibilidade global da cultura interiorizada pelo espírito do tempo (Zeitgeist) romântico
- As críticas de Herder e Germaine de Staël
- Herder como crítico do progresso linear
- Uma outra filosofia da história (1774)
- O politeísmo dos valores culturais e a reabilitação da Idade Média
- Cada época manifesta a plenitude do sentido
- Civilizações, no plural
- Rumo ao historicismo romântico: a verdade é filha do tempo
- O historiador está inserido na história
- Uma metodologia da simpatia compreensiva
- O pressuposto da diversidade das visões de mundo
- Herder contra Bossuet e Voltaire
- A riqueza intrínseca da Bíblia em seus meios e mentalidades
- Deus falou a língua dos homens: a Bíblia deve ser lida humanamente, segundo a analogia da humanidade
- Uma verdade em diálogo com o devir da humanidade
- A libertação da hermenêutica
- A descoberta do Jesus histórico libertado da escatologia
- O descongelamento da axiomática teológica
- A restituição da dimensão humana de Jesus em seu tempo, posteriormente transfigurada pelos evangelistas
- Voltaire e Loyola
- Uma nova leitura dos Evangelhos mediante crítica diferencial
- O Novo Testamento como produto da fé
- As primeiras interrogações sobre a personalidade de Jesus
- Reencontrar o Jesus anterior à Cruz
- Reimarus procura desmitificar a lenda cristã
- Uma análise estratigráfica da coletânea evangélica
- O herói e suas testemunhas
- Jesus como judeu e seu fracasso
- O cristianismo nascido da decepção dos discípulos e de sua projeção escatológica
- Uma nova problemática de Jesus em seu próprio tempo, libertado da tradição
- Lessing, editor de Reimarus, participa do debate
- Herder e as tradições evangélicas
- Jesus e a fé cristã anterior aos Evangelhos
- A Revelação transforma seu sentido e reencontra suas origens judaico-cristãs
- Uma nova fidelidade
- A atualidade da fé vinculada à sua historicidade
- A reabilitação das tradições lendárias
- O modo de pensar mítico considerado em uma perspectiva antropológica e genética
II
- Segunda parte: A hermenêutica romântica
- Capítulo I. O saber romântico e as universidades
- Uma nova cultura desenvolve-se em Göttingen e nas demais universidades alemãs
- A insignificância universitária francesa antes e depois de Napoleão
- As universidades alemãs como centros do romantismo: Göttingen, Jena, Heidelberg e Munique
- Berlim como instituição universitária em espírito e verdade
- Da erudição quantitativa ao saber qualitativo
- As ciências do homem transformam-se em ciências humanas
- O objeto da ciência remete ao sujeito
- O campo unitário do saber
- A ausência de semelhança com a pseudouniversidade imperial
- Napoleão pretende organizar uma polícia intelectual a serviço do poder
- A universidade não possui existência institucional efetiva na França do século XIX
- A tentativa de restauração universitária durante a Terceira República e seu fracasso
- A metodologia germânica dos institutos e seminários
- As faculdades de Letras francesas como arenas de polêmicas oratórias
- O senhor Cousin
- A França do século XIX produziu grandes intelectuais, mas fora das universidades
- A humilhação do Studium diante do Imperium
- As universidades alemãs e a unidade alemã
- O ideal das liberdades acadêmicas
- Os Sete de Göttingen (1837-1842)
- O seminário como oficina das ciências do espírito
- Nietzsche: a formação clássica nos ginásios
- O liceu francês perpetua o ideal das belas-letras
- O diálogo franco-alemão
- Na França, o ensino superior não possui corpo nem alma
- As tentativas de reforma: Victor Duruy e a Escola de Altos Estudos (1868)
- Após Sedan, a tentativa de reorganização de Jules Ferry
- O romantismo francês, salvo exceções honrosas, não marcou o domínio das ciências humanas
- O romantismo alemão dos professores produziu uma revolução cultural no espaço interdisciplinar da universidade
- O romantismo propõe uma metaepistemologia
- As ciências dos fatos e a invocação dos valores
- Romantismo do além e romantismo deste mundo
- O novo paradigma da identidade humana e a historicização da cultura
- Capítulo II. A leitura dos textos
- A hermenêutica ocupa atualmente, no campo filosófico, o lugar da teoria do conhecimento, remanescente da metafísica
- Schleiermacher como nova origem, obscurecida por seus continuadores, encerra a ingenuidade epistemológica
- Da Enciclopédia ao computador: um saber quantitativo
- A erudição do polímata
- A Revelação como monólogo de Deus e monoteísmo do sentido
- O mal-entendido
- Os humanistas renascentistas e os protestantes recomeçam do zero
- O sentido está no texto
- Reverter a degradação do texto mediante a restauração da letra
- O postulado do campo unitário e o tabu da Vulgata intocável
- O progresso da análise histórica e crítica no Iluminismo dissolve a lenda dourada da história sagrada
- A dissociação da coletânea bíblica em Antigo e Novo Testamentos
- Palavra de Deus e testemunhos humanos
- A participação inevitável da subjetividade da testemunha
- A Bíblia como lugar da Revelação, no qual é necessário discernir o que propriamente constitui Revelação
- A Palavra de Deus convertida em Escritura Sagrada, com perda de significação
- A dupla dificuldade da interpretação
- As ambiguidades dos Evangelhos como produtos da fé cristã
- Deus pode tomar a palavra?
- A necessidade de abandonar o preconceito da inspiração integral
- A revelação proporcionada aos tempos e aos homens
- Reencontrar o contexto do texto
- Cada época formula sua relação com Deus segundo seus próprios critérios e valores
- O mito como doador de sentido
- O sentido das palavras manifesta o sentido da vida
- O arqueólogo de Delfos
- A restauração arqueológica das palavras não equivale à restauração do sentido
- A interpretação plena como palingenesia do contexto cultural e transferência de um espaço mental e vital para outro
- Uma filologia do espírito sobreposta à filologia da letra
- Uma nova fronteira epistemológica
- Os jesuítas de Pequim e a transferência hermenêutica
- A compreensão como movimento de ida e volta
- O absoluto irredutível do sentido
- A elipse hermenêutica situada na espiral da duração histórica
- A inteligibilidade cíclica
- História da historiografia e história das mentalidades
- A impossibilidade de uma interpretação total
- O homem como medida e o princípio da analogia
- O conhecimento projetivo
- Nietzsche: inexistência de uma verdade em si do objeto
- Goethe: o objeto afirma-se a partir do interior e a teoria possui prioridade sobre o fato
- As transformações das significações: o olhar constitui o objeto
- As palingenesias do gosto e do julgamento: a arte românica, Napoleão III e a «autocracia czarista»
- A retroatividade das mentalidades e o historiador como vidente do passado
- A compreensão como transferência de sentido de um espaço mental para outro
- Compreender o outro melhor do que ele compreende a si mesmo: Friedrich Schlegel e Schleiermacher
- O diálogo entre indivíduos e entre épocas
- As leituras da Odisseia
- A morte de Deus na epistemologia
- Uma verdade à medida do homem e a diminuição fundamental das pretensões do saber
- Uma epistemologia negativa
- A linguagem humana não pode dizer Deus senão mediante comunicação indireta, segundo Kierkegaard
- Verdade, busca da verdade e verdade de uma busca
- O Deus oculto
- A não evidência do sentido
- Hamann como profeta da revolução hermenêutica e a perda originária do sentido
- O avesso da tapeçaria
- A Queda rompeu a Palavra
- O homem ocultou-se de Deus
- Goethe e o fenômeno primordial (Urphänomen): inexistência de um além ontológico do sentido
- Toda ciência fundamenta-se em uma fenomenologia primeira
- O homem confinado ao humano
- O horizonte dos horizontes da inteligibilidade
- O espaço projetivo de geometria variável
- A exegese como ciência secundária da adivinhação do sentido
- A Bíblia e o descrente
- Os mortos não ressuscitam
- As reencarnações fictícias como baile de máscaras
- A nova história e a violação do sentido
- Carlos Magno estava no lugar de Carlos Magno?
- A estupidez como fator histórico
- A reserva ontológica da não transparência
- Michelet e a confusão entre a história e o historiador
- A rejeição da objetividade primária
- Uma história qualitativa
- Ranke contra a megalomania de Hegel
- Participar das vidas alheias
- Amor e conhecimento
- O tema da identidade
- A busca escatológica da origem do sentido, interior e exterior ao homem
- Os hieróglifos como marcas do infinito no finito
- O limite do sentido e o sentido do limite
- Capítulo III. Interpretação, compreensão
- A transformação romântica da hermenêutica
- Revelação e inspiração não são acréscimos à leitura do texto, mas pressupostos do próprio texto
- O sentido da Bíblia não está apenas na Bíblia, mas fundamenta a cultura ocidental
- A passagem da exegese à hermenêutica
- O conhecimento do que já é conhecido como segundo movimento do saber
- O ser humano como centro das significações
- A inteligibilidade transferida para o espaço interior
- A impossibilidade de axiomatizar o território do conhecimento
- A antiga retórica como teoria das motivações humanas
- Compreender alguém
- A hermenêutica como teoria da comunicação
- O texto e o sentido: ilimitabilidade do campo semântico
- A encarnação como fonte do sentido
- Libertação e ilimitabilidade das significações
- A reconquista do sentido percorre o mundo
- O sentido não está no objeto
- O intérprete como taumaturgo
- O erudito não constitui obstáculo ao conhecimento, mas meio de conhecimento
- A objeção do relativismo
- A inexistência de verdade sem ponto de vista
- A interpretação deve reverter a degradação do sentido
- A revivescência do sentido como repetição da experiência vivida (Erlebnis), segundo Dilthey
- A não transparência do sujeito a si mesmo e a inocência perdida
- A realidade inesgotável
- Toda compreensão é criadora e inovadora
- A prioridade do sentido íntimo
- A identificação projetiva do sujeito com os objetos
- Compreender como nadar, segundo Baader
- O sentido da marcha como relação com o mundo
- O semelhante compreende o semelhante
- O reencontro ou as núpcias do sentido
- O jovem Dilthey
- As motivações do historiador
- Winckelmann
- Os visionários
- O paradigma enganador das ciências exatas
- Verdades de fato e verdades de sentido
- Os domínios da compreensão: a inscrição greco-budista
- O erudito reencontra a razão depois de perdê-la
- Schliemann
- A hermenêutica como contrapartida subjetiva dos resultados adquiridos
- A pesquisa fundamental e a dimensão humana do objeto humano
- Conhecimento e reconhecimento como transformação de significações prévias
- As contagens demográficas consideram coeficientes extrínsecos da realidade humana
- A apreensão global do ser humano
- Goethe e a óptica geométrica
- A metaepistemologia das ciências humanas: Nietzsche
- A aspiração a um conhecimento universal
- A invocação do fenômeno humano total
- A ampliação da presença no mundo
- O pressuposto humano e o papel da afetividade
- O romantismo reabilita o inconsciente recalcado, infraconsciente e supraconsciente
- As noções de experiência vivida (Erlebnis) e empatia (Einfühlung)
- O ídolo da ciência exata
- Não escrever a história começando pelo fim
- A história não é um palimpsesto
- «Fazer história»
- A cada indivíduo seu modo de presença no mundo
- As simulações
- Explicar e compreender
- A ordem humana como mundo inteligível das significações, interior e exterior ao indivíduo
- Vida e magia das palavras
- Quando tomamos a palavra, é ela que nos toma
- As palavras como mediadoras do sentido na comunicação entre indivíduos
- A hermenêutica transcende a linguística
- A catedral como concretização da cristandade
- O domínio humano possui os limites da morada terrestre
- A etnologia francesa, de Lévy-Bruhl a Lévi-Strauss
- O selvagem submetido ao computador
- O etnólogo de campo ingressa pessoalmente no espaço vital arcaico
- A simpatia pelos povos primitivos como conquista romântica
- Escutar e compreender o canto profundo
- O espírito do povo (Volksgeist)
- O oceano das significações
- Capítulo IV. O estabelecimento do sentido
- Nietzsche: os pontos de emergência na circulação do sentido
- A sabedoria difusa
- A consciência como superfície de separação
- O formalismo lógico da argumentação como ilusão
- Uma lógica da lógica em Friedrich Schlegel: demonstração de força
- A verdade como acontecimento, advento e experiência vivida (Erlebnis)
- Lógica e gramática segundo Jacob Grimm
- O cibernantropo e a humanidade do homem
- Uma existência inteira para compreender uma etnia
- O diálogo como confronto entre individualidades
- A gravitação pessoal da verdade
- Goethe: a lógica da convicção e da discussão
- Friedrich Schlegel sobre o incompreensível
- O mal-entendido da Athenaeum
- A divergência das mentalidades
- Ranke: o que significa refutar alguém?
- A impossibilidade de localizar o espaço da polêmica
- A busca do sentido envolve o conhecimento do homem pelo homem
- Goethe e a Bíblia: o fundamento do sentido
- Uma inteligibilidade orgânica da unidade vital
- A busca da célula germinativa do sentido
- Dilthey: o germe
- A contestação
- Maturação, mudança de sentido e conversão
- O caso de Newman: Apologia, Ensaio sobre o desenvolvimento e Gramática do assentimento
- O crescimento evolutivo da certeza
- As decisões existenciais escapam à lógica formal
- A autobiografia como busca do sentido da vida
- Friedrich Schlegel: o cânone da totalidade
- A dimensão histórica da gênese: reconstruir o percurso de uma vida e de um espírito
- Herder: compreensão global a partir do sentimento
- A genialidade crítica do romantismo
- Winckelmann como historiador da arte
- A crítica divinatória
- A crítica como ato de amor
- Goethe e a catedral
- A crítica elevada à dignidade de gênero literário
- Os irmãos Schlegel como críticos do Ocidente e do Oriente e conferencistas mundanos
- Germaine de Staël: Da Alemanha
- O gênio histórico e crítico
- A hermenêutica restaura o sentido dos documentos e monumentos
- Os pintores do panorama cultural
- A compreensão histórica
- As situações históricas como experiências vividas por procuração
- A história fala de nós mesmos
- A participação na comunidade humana
- A estupidez de um computador
- A história real como história em ato na consciência
- Interpretação e criação
- Conversa sobre a poesia: genialidade e cultura crítica
- A manifestação da poesia universal
- «A ciência da arte é sua história», segundo Schlegel
- «A história da ciência é a própria ciência», segundo Goethe
- A perspectiva histórica da cultura em Renan
- A personalidade como centro: biografia e autobiografia
- Cada ser no mundo reconstitui o mundo do espírito
- A identidade de Lessing segundo Friedrich Schlegel
- A escatologia do sentido e a busca do centro
- Rumo a uma autobiografia da consciência universal
- O saber como sociedade de responsabilidade coletiva
- O dicionário e a caixa de poupança
- A ciência não existe como entidade independente
- O saber atual como esfera de influência de uma personalidade
- Boehme e os eruditos românticos
- Objetividade e subjetividade do erudito: sua ciência é sua vida
- A individualidade como unidade de medida da inteligibilidade
- Visão de mundo (Weltansicht), concepção de mundo (Weltanschauung) e experiência vivida (Erlebnis)
- Uma antropologia pluralista e descritiva
- Dilthey: o curso de uma vida como via de inteligibilidade
- O caso de Michelet
- O indivíduo como expressão da história
- Dilthey como biógrafo de Schopenhauer
- A mônada histórica
- Droysen: o indivíduo como revelador do mundo histórico
- Biografia e romance
- Sentido da vida e percurso biográfico (curriculum vitae)
- A vida em primeira pessoa: a autobiografia como categoria privilegiada da antropologia
- A história universal como autobiografia da humanidade
- O historiador e o crítico não podem ocultar seu eu
- Friedrich Schlegel como crítico proteiforme em oposição ao monoteísmo clássico do gosto
- A busca da lógica interna dos homens e das obras
- A interpretação compreensiva rumo ao romance do romance e à obra da obra
- A fundação de uma ciência literária
- Reconstruir as obras: reprodução e produção
- A vida compreende a vida pela adivinhação da forma interior
- Friedrich Schlegel e a filologia da historicidade concreta
- Filologia e filosofia: a linguística de Humboldt
- A tradução como recriação e transferência do espírito, não apenas da letra
- O pastiche e o princípio dos indiscerníveis
- A interpretação como obra sobre outra obra em um horizonte diferente
- A interpretação não é duplicação da obra, mas diálogo com ela
- O Winckelmann da poesia
- Os últimos trabalhos de Friedrich Schlegel
- Filosofia da vida
- Rumo a uma inteligência do sentimento
- A compreensão total (Verstehen) como palavra final
- Capítulo V. A hermenêutica de Schleiermacher
- Schleiermacher como pensador religioso da modernidade cultural
- A juventude pietista e a revolta: «um irmão morávio de ordem superior»
- A experiência vivida da fé (Erlebnis) tem prioridade sobre a instituição
- A iniciação ao romantismo
- O encontro com Friedrich Schlegel
- Henriette Herz
- A revista Athenaeum
- Os Discursos sobre a religião (1799) e o aprofundamento da consciência religiosa
- Os Monólogos (1800)
- O caso Lucinde
- A carreira de Schleiermacher
- A tradução de Platão
- O platonismo europeu e Shaftesbury
- Poesia e filosofia
- A tarefa da tradução como experiência hermenêutica
- Reencontrar a unidade originária
- Compreender a partir do todo (Verstehen aus dem Ganzen)
- Hermenêutica e antropologia
- A recriação do sentido
- A máquina de traduzir
- A hermenêutica como ciência do homem e o círculo hermenêutico
- O fenômeno global da comunicação
- Do pressentimento à elucidação do sentido
- O leitor deve interpretar a interpretação
- Os percursos entre letra e espírito
- Os Monólogos e o espaço interior
- Cada homem é uma expressão da humanidade
- «Tornar-me aquilo que sou»
- O mundo como espelho do espírito
- Visão de mundo (Weltansicht)
- O intérprete interpreta a si mesmo
- A apreensão global da problemática
- Ressurreição do sentido e Revelação
- O curso de hermenêutica
- O projeto global de constituição de um saber
- Filologia sagrada e profana submetidas aos mesmos princípios
- A teoria geral da interpretação como pressuposto da leitura dos textos
- O questionamento da totalidade do campo epistemológico, objetivo e subjetivo
- Um pensamento complexo em constituição no campo da linguagem
- O sentido não está no texto
- A compreensão como reatualização
- A interpretação como doadora dos fatos
- A inexistência de inocência epistemológica
- A tradição precedeu os textos bíblicos
- O historiador procede por seleção na massa dos dados
- A criação continuada do sentido
- A hermenêutica como compreensão de outrem em geral
- Os campos hermenêuticos como momentos de uma vida e momentos de vidas que se cruzam
- A ilimitabilidade do campo hermenêutico
- O detalhe e o todo
- O dinamismo do sentido e sua gênese progressiva no pensamento
- A fenomenologia da compreensão
- A primazia da experiência espiritual
- A interpretação visa à «totalidade da totalidade»
- A literatura como obra única
- Remontar à «forma interior» para reconstruí-la
- Dilthey: compreender o texto tão bem quanto seu autor, ou melhor do que ele
- Uma criação segunda que parte do problema já resolvido
- Os graus da interpretação segundo Ast e Schleiermacher
- Totalidade da linguagem e totalidade da vida
- A interpretação gramatical e linguística
- A hermenêutica psicológica
- A interpretação técnica da produção
- A preservação do sentido e o ato de fala
- A hermenêutica histórica em situações individuais e coletivas
- Método divinatório e método comparativo
- A superabundância do sentido exige uma escatologia
- A hermenêutica de Schleiermacher como criação continuada
- A tarefa infinita da interpretação
- A abordagem romântica da verdade
- Nas ciências da cultura, a verdade existe somente sob a forma de interpretação
- Os românticos pressupõem a presença do Ser, hoje desaparecida
- Uma escatologia da presença total
III
- Terceira parte: O modelo biológico nas ciências humanas
- Capítulo I. A categoria da vida nas ciências humanas
- As ciências humanas como repetição interpretativa do sentido da cultura
- A hermenêutica manifesta a emergência do sentido na consciência
- Da analogia à identificação: o homem na escala dos seres
- O vitalismo na filosofia da natureza (Naturphilosophie) e a generalização da categoria da vida
- A organomia de Görres: a inteligibilidade da vida reúne realidade natural e realidade humana
- A recusa da disjunção
- Inconsciente, oposição e polaridade
- A consciência como lugar de intercâmbio
- Goethe: sístole e diástole
- Organismo do espírito e organismo da natureza
- A inserção do homem no universo
- A reciprocidade da alma e da natureza
- O idealismo mágico de Novalis
- O conhecimento como animação em virtude de uma aliança originária
- Baader: a razão como força viva e energia imanente ao universo
- Adam Müller: Teoria da contradição (1804)
- Organismo e antiorganismo no organismo total do universo
- A inteligibilidade orgânica
- Baader: conhecimento e fruição, espírito e carne
- O saber como posse carnal e geração
- O universo como manifestação carnal do desígnio de Deus
- Serviço divino (Gottesdienst) e mundo da vida (Lebenswelt)
- O caso de Teilhard
- O sujeito científico e a presença no mundo do homem real
- Uma verdade sem realidade abandona a si mesma uma realidade sem verdade
- A anarquia epistemológica contemporânea
- O fato primordial da encarnação
- O mistério de Deus e a não transparência da natureza ao pensamento
- A razão militante e o reconhecimento do inconsciente
- A matriz do sentido como irredutível ao universo do discurso
- O princípio da razão insuficiente
- Filosofia fora da vida ou dentro da vida
- Núpcias e verdade
- Reintegração no vivente universal em vez de apropriação da verdade
- Friedrich Schlegel: Filosofia da vida
- A solidariedade orgânica dos conceitos
- A validação ontológica do sentimento vinculada à experiência vivida da verdade (Erlebnis)
- A filosofia divina (Gottesphilosophie) ou «teocracia» de Schlegel
- Uma filosofia da expressão
- O modelo epistemológico do crescimento biológico
- A natureza é uma árvore, não um relógio
- O Deus jardineiro substitui o Deus relojoeiro
- Uma história sobrenatural de intenção apologética
- Epistemologia e ontologia
- Romantismo do além e romantismo deste mundo
- Não teocracia, mas antropocracia do conhecimento
- Schlegel: a experiência espiritual interior e as problemáticas positivas
- O jovem Ranke e as imagens do crescimento
- O romantismo dos professores
- Schelling: natureza e história como determinismo e liberdade
- A ordem histórica como dimensão da natureza
- A cultura reintegrada à ordem vital
- A intuição organicista do devir
- Um panteísmo cultural
- Ranke: «unidade de sentimento com o todo»
- Os livros da natureza de Michelet
- O povo como mais próximo das verdades vitais
- História e história natural
- A universalidade das categorias da vida
- Piedade cósmica e analogia biológica
- Dilthey, discípulo de Ranke: filosofia da vida (Lebensphilosophie)
- A vida como fenômeno primordial (Urphänomen) em oposição ao modelo físico-matemático galileano
- A vida como matriz do sentido
- Capítulo II. A hermenêutica organicista
- Dilthey: a história como expressão da vida
- As obras incompletas
- Vida e compreensão da vida
- A facticidade em oposição à razão
- A primazia irredutível do fato vital em expansão de mundo e de consciência
- O campo unitário da inteligibilidade
- As unidades de vida (Lebenseinheiten) como significações vividas
- Rumo às categorias da vida e da história
- A hermenêutica da vida como projeto de uma análise existencial e de um empirismo fenomenológico
- O impasse e os limites da inteligibilidade
- Esgotar o mar com um copo
- A problemática das ciências humanas: Comte e Stuart Mill
- A unidade da ciência
- Dilthey admite a duplicidade da inteligibilidade: natureza e cultura, explicar e compreender
- O saber romântico percebe o mundo como morada do homem
- Uma inteligibilidade intrínseca
- A consciência como dado imediato
- Uma retórica da vida
- A oposição entre natureza e cultura não é romântica
- Filosofia da natureza (Naturphilosophie) e filosofia da cultura (Kulturphilosophie)
- Görres associa natureza e cultura sob a noção de organismo
- A verdade como unidade indivisa e dinamismo evolucionista das formas vivas
- Mitologia e história em Görres
- As metamorfoses da espécie humana e a germinação da verdade na evolução das formas da vida cultural
- A história espiritual como potência superior da história natural
- A espiral da história
- A vida política como crescimento evolutivo segundo Görres
- Organicismo e tradição vital
- A política romântica, tanto de esquerda quanto de direita, adota o modelo biológico
- Tönnies: Comunidade e sociedade
- Novalis: a prioridade do grande Eu comunitário
- Antropologia social e sacralização da ordem social
- O romantismo social: o corpo místico da sociedade
- Saint-Simon: a fisiologia social e o paradigma organicista
- A nostalgia da unanimidade espiritual
- Baader: a sociedade não é uma soma de indivíduos
- Adam Müller: Elementos de ciência política
- O Estado como totalidade viva e o indivíduo como abstração
- Vitalismo, animismo e socialismo
- Schleiermacher: os Monólogos e a relação entre pessoa e comunidade
- Eu, Tu e Nós
- A totalidade orgânica da humanidade segundo Schubert
- A hermenêutica conduz à historicidade da espécie humana
- Um substancialismo vital
- As ciências humanas remetem à consciência da vida unitiva
- A celebração da presença
- Uma apologética da vida
- A linguística orgânica e o florescimento da palavra
- A linguagem como presença do espírito na natureza
- Fechner: alma e linguagem das flores
- A vida das línguas na história natural
- A linguística comparada segundo o modelo de Cuvier
- A paleontologia linguística
- A biologia cultural e a arte como sublimação da cultura
- As ciências humanas manifestam a consciência do homem em devir histórico
- O erudito identifica-se com seu objeto: história e memória
- A historicização do saber e do próprio erudito
- O espírito de Berlim em oposição ao de Göttingen
- Filologia e história
- Jacob e Wilhelm Grimm como fundadores da germanística
- As antiguidades nacionais
- A alma popular e sua cultura
- Michelet: O povo (1846) e a verdade instintiva
- Os ritmos vitais da cultura popular
- Da filosofia da natureza à filosofia da cultura
- A Gramática alemã, de Jacob Grimm (1818)
- A poesia originária e popular
- As canções populares
- A maravilhosa cornucópia do menino (1808)
- Os contos e a cultura popular
- Folclore (1846), espírito do povo (Volksgeist) e comunidade criadora
- A obra dos irmãos Grimm
- O termo germanista (1846)
- O novo espírito das antiguidades nacionais: coisas vivas e coisas mortas
- Um romantismo do saber, não da ontologia
- A permanência do vitalismo entre os eruditos: a escola histórica
- A intuição da unidade
- A busca da verdade e a descoberta de si
- O princípio regulador da figura humana
- Renan e a origem das línguas como «embriogenia» do espírito humano
- A categoria da evolução reafirma o paradigma biológico
- Bréal contra Darmesteter: a ruptura entre natureza e cultura
- O niilismo contemporâneo e a perda do contato vital com a natureza
- As intuições vitalistas de Renan, naturalista frustrado
- O paradigma do crescimento biológico na apologética de Newman e Darwin
- Uma biologia sem metafísica aparente
- A seleção pressupõe uma finalidade
- O paradigma darwiniano não obscurece as intuições românticas
- Balzac como naturalista da espécie humana antes do naturalismo de Zola
- Antropologia e zoologia na Comédia humana
- Sainte-Beuve como naturalista: «a história natural literária»
- Taine: a ciência literária da natureza humana
- Spengler: as culturas são organismos
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