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4 Os princípios do pensamento no Século das Luzes
GUSDORF, Georges. Les sciences humaines et la pensée occidentale. 14 volumes. Paris: Payot, 1966–1988. Tomo IV: Les principes de la pensée au siècle des Lumières (1971)
- Conhecimento e desconhecimento do século das Luzes
- Existe uma unidade de sentido no pensamento europeu do século XVIII?
- A ambiguidade das palavras e das ideias
- A história do pensamento não pode constituir um inventário após a morte
- A verdade do século XVIII é uma busca da verdade
- O obstáculo retrospectivo da Revolução Francesa
- Os limites da objetividade histórica
- Faguet: o século XVIII não é cristão nem francês
- A necessidade de desapaixonar o conhecimento do século das Luzes, sobretudo no domínio francês
- Da literatura propriamente literária à literatura de ideias
- A filosofia já não se encontra apenas na filosofia
- A incerteza das fronteiras naturais entre as nações e entre os gêneros
- A literatura mundial (Weltliteratur), segundo Goethe, como mercado comum das ideias europeias
- Por uma compreensão internacional e interdisciplinar
- Os desconhecidos e os incompreendidos do século XVIII
- O século XVIII inventou as ideias fundamentais do mundo moderno, atualmente profundamente desvalorizadas
- O desgaste dos valores como obstáculo epistemológico
- Primeira parte: O espaço mental da Europa das Luzes
- Capítulo I. O nascimento de uma Europa
- O século XVIII como época de tranquilidade após o fim das guerras de religião
- As motivações religiosas, ainda vigorosas, passam a intervir principalmente na política interna
- A estabilidade do equilíbrio europeu
- A desonra da guerra e sua limitação
- O tema da paz perpétua
- Da guerra dinástica à guerra revolucionária: o renascimento da guerra de religião
- A ideia de uma república europeia como nova forma do Ocidente
- O mito europeu fornece uma unidade substitutiva após a desagregação religiosa e política
- Os europeus como administradores do planeta Terra
- A Europa dos valores como novo universo intelectual (globus intellectualis)
- O sentido da universalidade da língua francesa
- Crítica do conceito de Antigo Regime
- Os limites cronológicos do século das Luzes variam de um país para outro
- Periodizações longas e curtas
- As subdivisões do período
- A aceleração da história cultural no período axial do século
- Os déspotas esclarecidos e o desenvolvimento da Europa a partir de 1750
- Centralização, racionalização e revolução
- A persistência dos particularismos apesar da unificação cultural: Alemanha, Suíça e Itália
- Diversidade na unidade
- Capítulo II. A França
- A maior parte da Europa acolheu o Iluminismo em sua versão francesa
- Do século de Luís, o Grande, ao século das Luzes
- Antigos e modernos, de Charles Perrault a Voltaire
- Luís XIV impôs à Europa um novo estilo cultural: «uma revolução no espírito humano», segundo Voltaire
- A cultura constituiu a face luminosa do Grande Século
- A morte de Luís XIV aparece como uma grande esperança posteriormente frustrada
- A ausência de um rei filósofo na França
- A sobrevivência do absolutismo
- O Iluminismo como artigo de exportação
- A perseguição das novas ideias intensifica a contestação
- A Revolução como retorno do recalcado
- Capítulo III. A Inglaterra
- A primazia honorífica da Inglaterra no domínio das ideias filosóficas, científicas e religiosas
- A ilha do tesouro dos valores modernos
- O pluralismo britânico e sua fecundidade: coexistência pacífica e diálogo
- Hume, Gibbon e os ateus de Paris
- A invenção do regime parlamentar após a Revolução de 1688
- Uma política empírica e dessacralizada e um povo que alcançou a maturidade
- Os pensadores continentais carecem de experiência política
- O aparecimento de uma cultura na Escócia
- O romance inglês como literatura burguesa e moderna
- Capítulo IV. As Alemanhas
- O arcaísmo germânico
- A instituição imperial como mito regressivo
- A fragmentação do espaço alemão em pequenos Estados (Kleinstaaterei)
- A verdade da tradição contra a verdade da razão
- O espaço mental como nebulosa desprovida de centro
- A má consciência cultural dos alemães esclarecidos: Frederico II e Goethe
- A Aufklärung como reação à dispersão espiritual
- A geografia cultural das Alemanhas
- Protestantismo burguês e catolicismo barroco
- Frederico II como intelectual coroado
- A importância das universidades
- A criação e o papel da Universidade de Halle (1694), racionalista e pietista
- A Universidade de Göttingen (1734) como centro da historiografia e da ciência política liberal
- As revistas (Magazines) e a filosofia popular (Popularphilosophie)
- Capítulo V. O Norte e o Sul
- A desigualdade de desenvolvimento entre o Norte e o Sul
- O obstáculo do catolicismo
- O caso dos jesuítas, defensores da Contrarreforma e bodes expiatórios na Europa católica
- A cultura barroca em oposição ao realismo burguês e o absolutismo em oposição ao liberalismo
- O Norte e o Sul segundo Montesquieu e Goethe
- A teoria dos climas e a antropologia diferencial
- Gibbon e o declínio de Roma
- As mentalidades religiosas
- Capítulo VI. A Itália
- A Itália do século XVIII como reserva de valores e museu cultural
- O itinerário italiano como peregrinação artística
- A degradação do catolicismo italiano segundo o presidente de Brosses
- Roma como polo negativo da Europa das Luzes e centro de referência artística
- O mosaico italiano: declínio de Veneza e vitalidade de Florença
- O Iluminismo italiano: Vico, a cultura napolitana e Filangieri
- A vida intelectual em Milão: os irmãos Verri e Beccaria
- O movimento reformista
- Capítulo VII. A Península Ibérica
- O vazio cultural da Espanha no século XVIII
- A centralização monárquica e a obsessão pela cruzada
- Da Reconquista à Inquisição: o domínio do espírito de ortodoxia
- Ilustração (Ilustración) e heterodoxia
- O Iluminismo espanhol permanece dependente da importação de ideias
- A elite reformadora e a obra de Carlos III
- Os esforços de modernização e as sociedades econômicas
- A luta contra a inércia está destinada ao fracasso
- A experiência portuguesa: a obra do marquês de Pombal
- Capítulo VIII. A expansão do Ocidente
- A expansão para o Oriente: a Rússia
- A abertura do espaço europeu em direção ao Oriente
- A Moscóvia transforma-se na Rússia
- O papel de Pedro, o Grande, primeiro dos soberanos esclarecidos
- Pedro I e Leibniz
- Catarina II como intelectual coroada
- Idealismo, realismo e autocracia
- O Nakaz ou Instrução de 1767
- O ouro russo na vida intelectual francesa
- Catarina II, cidadã do mundo e imperatriz da Santa Rússia, testemunha a elevada dignidade dos valores espirituais
- A Polônia
- A Polônia pertence à România tradicional, mas sua estrutura política arcaica faz dela o homem doente da Europa no século XVIII
- A situação polonesa como experiência de pensamento para os teóricos da política
- Estanislau Augusto Poniatowski e a Polônia das Luzes
- Estanislau Leszczyński como rei exilado e filantropo coroado
- A expansão para o Ocidente: os Estados Unidos da América
- A nova fronteira engloba o Extremo Ocidente
- O caráter projetivo do Novo Mundo como segunda oportunidade para os homens do Ocidente
- A América como utopia e campo de experiência
- A insurreição das colônias inglesas da América como crise da consciência ocidental
- O exemplo americano: Raynal e Condorcet
- Conclusão: O Ocidente e o restante do mundo
- O eurocentrismo da boa consciência
- A Europa das Luzes considera-se a vanguarda do devir da humanidade
- A superação do humanismo mediterrâneo
- Os limites do universalismo do direito natural
- Unidade ou diversidade da humanidade
- Segunda parte: A inteligibilidade no século XVIII
- Capítulo I. O modelo newtoniano
- O século das Luzes prolonga e sistematiza a revolução galileana
- Declínio e renovação dos absolutos
- A filosofia experimental não é cartesiana, mas newtoniana
- A síntese de Newton: uma física matemática e corpuscular, fundamentada em um positivismo metodológico de pano de fundo teológico
- As causas e as leis: o conceito de atração
- A dissociação entre saber e fé, de Newton a Kant
- Rumo à formalização axiomática do saber: d'Alembert e os elementos das ciências
- O afastamento de Deus, de Newton a Laplace
- Rumo à morte de Deus na epistemologia
- A fascinação newtoniana apesar das resistências romanas
- O nacionalismo como obstáculo epistemológico
- O newtoniano Maupertuis e o problema da forma da Terra
- Voltaire e a marquesa du Châtelet
- Os físicos holandeses como divulgadores do newtonianismo no continente: 's Gravesande e Musschenbroek
- A popularidade da física experimental
- Rumo à geometrização do universo
- As resistências francesas: o atraso do ensino, das universidades e dos jesuítas
- Os cursos particulares: o abade Nollet
- As escolas militares e técnicas
- Capítulo II. A generalização do paradigma newtoniano
- I. As ciências da natureza
- A fascinação newtoniana estende-se progressivamente para além de seu domínio de origem
- A inteligibilidade físico-matemática pretende exercer autoridade sobre a totalidade do saber
- O recurso à imaginação analógica
- A evidência moral segundo 's Gravesande
- As generalizações abusivas da atração
- A indeterminação das fronteiras epistemológicas da física
- O protesto de d'Alembert
- Atração e afinidade em química
- O newtonianismo de Buffon
- A escala das certezas, da astronomia à antropologia e da ciência à retórica
- Os lugares-comuns newtonianos: sexualidade, medicina, fisiologia de Haller e biologia de Barthez
- II. As ciências do homem
- O modelo newtoniano pretende superar o atraso epistemológico das novas ciências do homem, submetendo-as aos esquemas físico-matemáticos
- A formalização científica das disciplinas filosóficas por Christian Wolff
- A realidade humana submetida à investigação experimental
- A ciência dos costumes segundo Duclos
- O espírito das leis e a formalização do direito
- O determinismo climático
- Monismo ou dualismo da inteligibilidade em Raynal, Hume, Turgot, nos fisiocratas e em Adam Smith
- Hume pretende ser o Newton do espaço mental
- Hartley pretende ser o Newton da realidade humana total
- O newtonianismo político e social de Priestley, Helvétius, Godwin e Bentham
- O newtonianismo moral de Shaftesbury e Hutcheson
- A estética de Henry Home e a gramática geral de Beauzée
- A formalização do devir histórico: Voltaire, Turgot e Condorcet
- As filosofias da história
- O newtonianismo de Saint-Simon e Fourier
- Capítulo III. Morte e ressurreição da metafísica
- I. O século XVIII e a filosofia
- O século dos «filósofos» considerado um período vazio pelos historiadores da filosofia
- Período de abundância ou de escassez: o século XVIII filosofou à sua maneira
- O deslocamento do campo de aplicação da reflexão filosófica
- A filosofia já não se encontra apenas na filosofia, mas em toda parte
- Divulgação e propaganda
- A situação do filósofo na França, na Alemanha e na Escócia
- II. A censura crítica da metafísica
- Kant: os sonhos dos visionários e os sonhos dos metafísicos
- Da metafísica transcendente à medicina do espírito
- O negativismo ontológico como conversão intelectual
- O precedente baconiano do recolhimento aos limites da certeza experimental
- O positivismo de referência científica
- A transformação do conteúdo da filosofia
- A atitude de Fontenelle
- Rumo a uma metafísica de caráter científico como resultado da revolução galileana
- Uma filosofia sem transcendência e sem absoluto
- A ambiguidade dessa posição: a físico-teologia de Newton
- III. A metafísica como epistemologia genética ou teoria do conhecimento
- A metafísica de Locke como física experimental da alma humana
- Uma ciência do alcance e dos limites do espírito humano
- Kant: «o entendimento conhecendo a si mesmo»
- Condillac: a metafísica como análise das operações do entendimento
- A história do pensamento como justificação do pensamento
- O método genético parte de um grau zero do conhecimento
- O mito do primeiro homem segundo Buffon e a parábola da estátua em Condillac
- Diderot e a decomposição do pensamento considerada uma «anatomia metafísica»
- O primeiro homem de Baltasar Gracián e a odisseia da consciência
- Crianças selvagens e linguagem originária
- Esboços de uma embriogenia do espírito humano
- Rousseau: a complementaridade entre Emílio e o Contrato social, indivíduo e comunidade
- IV. A metafísica como teoria dos elementos
- A metafísica como axiomatização do saber e teoria geral da ciência
- D'Alembert: por uma ciência das ciências e da ciência
- Metafísica e gramática geral em Beauzée e Turgot
- A metafísica na Academia de Berlim
- Gnoseologia e axiologia
- A universalidade racional como programa de ação
- V. Sistema
- A palavra sistema pertence inicialmente ao vocabulário da astronomia e passa da física celeste à física terrestre
- O sistema como designação de toda ordenação rigorosa do espaço mental
- O descrédito dos sistemas nos meios científicos do século XVIII
- Newton: não invento hipóteses (hypotheses non fingo)
- A prioridade dos fatos sobre as ideias e da prática sobre a teoria
- Turgot: do sistema abstrato à linguagem bem construída
- O exemplo de Lavoisier
- Um belo mausoléu
- Condillac: Tratado dos sistemas
- O bom e o mau uso do sistema: Quesnay e Buffon
- O papel da conjectura e a controvérsia do gênio
- Causalidade e finalidade
- Sistema da natureza (Systema naturae) e cadeia dos seres
- VI. Da teodiceia à antropodiceia
- O homem como centro do mundo metafísico e criador do mundo cultural
- A filosofia experimental como busca da verdade deste mundo e neste mundo
- A prioridade da antropologia
- Do direito divino ao direito humano
- Da razão triunfante à razão militante e constituinte
- Uma filosofia popular e utilitária
- Terceira parte: Os valores dominantes no século XVIII
- Capítulo I. Luzes
- A ambiguidade e a polissemia do termo, que designa uma profissão de fé e uma filosofia da história, diferenciadas conforme o espaço e o tempo
- Aufklärung, Lumi, Ilustración
- A simbologia tradicional do claro e do escuro
- A lei do dia e a paixão pela noite, do platonismo ao cristianismo
- Da luz sobrenatural à luz natural
- Dos platônicos de Cambridge a Bayle e Kant
- Aufklärung e livre-pensamento (free-thinking)
- Luzes e obscurantismo segundo Voltaire
- A dinâmica das Luzes
- Uma sensibilidade intelectual: a primazia do entendimento
- O recalcamento provoca o retorno do recalcado
- Capítulo II. Progresso
- A realidade humana na perspectiva de um desenvolvimento temporal: historicidade da existência e eficácia da ação humana
- O afrouxamento da coerção ontológica
- O eterno retorno antigo e a história cristã da salvação
- O humanismo renascentista e a consciência do início de uma expansão cultural
- A ideologia progressista como filosofia de uma história que termina bem
- A ordem cultural separada da ordem natural
- Ramus, Louis Le Roy e Bacon
- Os defensores da modernidade recorrem às conquistas da ciência e da técnica
- A história da humanidade e a temporalização da cadeia dos seres
- O estado progressivo (progressive state) como consciência do presente
- Um messianismo do desenvolvimento
- Capítulo III. Civilização
- Um conceito global que apreende os fatos em uma perspectiva de valores
- O homem do século XVIII passa a viver em situação de civilização, isto é, em um universo cultural que ele próprio criou
- O crescimento urbano
- O aparecimento da palavra civilização na França e na Inglaterra durante o segundo terço do século e sua rápida difusão
- Cultura (Kultur)
- A ideia de civilização como categoria da compreensão em Vico
- A civilização, inicialmente variável temporal de uma humanidade unitária, transforma-se em uma pluralidade de civilizações
- Civilização como valor e civilização como fato
- Capítulo IV. Humanidade
- A alternativa tradicional entre o divino e o humano deixa de subordinar a imanência às exigências da transcendência
- O afastamento de Deus suscita uma nova antropologia e uma nova teologia
- A atenuação ou o desaparecimento do pecado original
- O jansenismo converte-se em liberalismo
- A existência humana torna-se o centro da perspectiva
- O antropocentrismo das Luzes distingue-se do humanismo renascentista
- A ideia de humanidade como conjunto de fatos e valores e centro de uma nova fé
- Etnólogos, missionários e sacerdotes a serviço dos homens
- Oberlin
- Da cristandade à humanidade em toda a sua extensão
- A humanidade como quadro epistemológico e virtude
- A nova noção de beneficência, segundo o abade de Saint-Pierre, substitui a caridade tradicional
- A nova noção de filantropia em Fénelon
- O sentido das palavras patriota, patriotismo, cosmopolita e cosmopolitismo
- A época dos cidadãos do mundo
- Essas noções determinam uma nova consciência cultural do homem no universo
- Capítulo V. Otimismo jurídico e assistência pública
- As ciências sociais e as novas responsabilidades do Estado
- O soberano esclarecido como caminho mais curto para uma sociedade mais justa
- A socialização da existência
- A codificação e a administração como filantropia militante
- A ciência da legislação pretende axiomatizar a vida política e social em vista de uma salvação terrestre e coletiva
- O problema da pobreza
- Assistência e higiene públicas
- Da defesa social à filantropia militante
- Educação nacional
- Prisões e asilos
- Capítulo VI. Tolerância
- O reconhecimento da diversidade humana concreta
- O advento da criança e da mulher
- A luta pela igualdade de direitos entre diferentes confissões religiosas
- A condição dos protestantes na França
- Os judeus entre as nações
- O particularismo hebraico
- A melhoria da condição dos judeus na Alemanha
- Moisés Mendelssohn e a Aufklärung judaica
- A questão colonial e o protesto contra a exploração do homem pelo homem
- A controvérsia sobre a escravidão
- O anticolonialismo humanitário de Raynal
- Capítulo VII. O movimento maçônico
- Iluminismo e maçonaria
- A renovação da instituição maçônica no século XVIII como sinal dos tempos
- As origens da maçonaria inglesa e a criação da Grande Loja da Inglaterra em 1717
- As Constituições de 1723
- Uma ideologia da religião natural e liberal, simultaneamente laica e filantrópica
- Rumo a uma república universal dos homens de boa vontade: Lessing
- A difusão da maçonaria na França
- O projeto de dicionário de Ramsay
- A maçonaria na Alemanha
- Iluminismo místico e maçonaria
- O ocultismo e seus limites
- Capítulo VIII. Revolução
- A história da palavra até o século XVIII
- Da ideia de uma fatalidade física e cíclica à ideia de uma inteligibilidade da ruptura
- O direito de iniciativa do homem sobre seu destino
- As revoluções americana e francesa conferem uma nova atualidade à ideia
- Uma nova aliança entre a ideia e o real
- Por que a Revolução eclodiu na França?
- Os intelectuais do século XVIII desejam uma redistribuição dos papéis sociais, mas não desejaram a Revolução de 1789
- A discordância entre as exigências e as instituições alimenta o ambiente messiânico no qual ocorre o desaparecimento da monarquia francesa
- Uma nova legitimidade
- Turgot: o artigo Fundações
- A iniciativa revolucionária apaga tudo para recomeçar inteiramente
- Capítulo IX. Utilidade
- Este mundo possui um valor positivo
- A socialização da virtude
- A reabilitação da felicidade
- Bem-estar e tecnologia
- A maior felicidade do maior número
- A busca da felicidade entre os direitos do homem e os deveres do governo
- Fénelon e Luís XIV
- Rumo ao Estado de bem-estar social (Welfare State)
- Rumo a uma antropologia econômica
- A crítica do mercantilismo e o surgimento da economia liberal: Adam Smith
- Economia política e valores burgueses
- Capítulo X. Luxo
- O luxo aristocrático corresponde ao excedente de riquezas dos privilegiados
- Fénelon contra o luxo carismático
- O mito da frugalidade como nostalgia antieconômica
- Bayle destrói as miragens de Esparta e Roma
- O luxo burguês e o exemplo das Províncias Unidas
- Mandeville e o novo homem econômico (homo oeconomicus) no mundo moderno
- A utilidade social prevalece sobre a moral individual
- A relativização da riqueza e da frugalidade
- Da economia da escassez à economia da abundância
- Rumo a uma civilização do consumo: os pontos de vista de Voltaire e Diderot
- Beccaria: luxo de ostentação e luxo de comodidade
- A crítica regressiva de Rousseau
- Uma questão mal formulada pela confusão entre dados materiais e exigências morais
- Quarta parte: A condição do intelectual
- Capítulo I. A classe cultural na sociedade
- A cultura impressa é reservada à minoria capaz de ler
- A predominância do analfabetismo
- As cidades como ilhas de elevada densidade intelectual
- A instrução primária como obstáculo à expansão cultural
- O universalismo das Luzes pouco alcança as massas
- O malthusianismo pedagógico e a estabilidade social: Voltaire e Frederico II
- Helvétius e Condorcet em defesa da instrução universal
- A sociedade tradicional e a literatura de venda ambulante
- O público dos colégios
- A cultura europeia interessa apenas a alguns milhares de indivíduos em cada país
- Uma elite na qual predomina a burguesia
- Capítulo II. A importância social do intelectual
- A ascensão do intelectual na nova sociedade
- O papel social do homem de letras, cuja função consiste em esclarecer o sentido do movimento histórico
- O exemplo inglês: as honrarias concedidas a Newton
- As remunerações por serviços prestados
- Os escritores e o poder
- Os fundos secretos de Catarina e o mercado europeu de intelectuais
- O reconhecimento da utilidade pública das atividades culturais por Frederico II
- Uma nova classe clerical
- Os primórdios de um dirigismo cultural fora da França
- Os intelectuais e o sistema da opinião pública
- Capítulo III. A vocação do intelectual
- Diferentemente do escritor tradicional, o intelectual exerce uma atividade de crítica e de razão
- Um novo tipo de homem universal (uomo universale)
- A erudição substituída pelo serviço à verdade
- O filósofo segundo a Enciclopédia
- Os publicistas e os funcionários públicos
- Os franceses no exterior, exilados e refugiados por motivos religiosos, como defensores da liberdade de consciência, informadores e orientadores intelectuais da Europa
- Os periódicos europeus
- Do ministério religioso ao ministério da razão e da humanidade
- Pastores, clérigos e abades
- Literatura de ideias e sínteses de pensamento
- Capítulo IV. A profissão das letras
- A República das Letras, seus conjuntos e subconjuntos
- A questão financeira
- As letras como segunda profissão ou como primeira ocupação
- Cargos e pensões
- No século XVIII, a atividade literária transforma-se em profissão liberal
- Os novos ricos da literatura: Pope e Voltaire
- As finanças da Enciclopédia
- Klopstock
- O fim do mecenato
- O desenvolvimento do mercado editorial
- O papel dos grandes editores
- Os circuitos paralelos: literatura clandestina e literatura de contrabando
- A regulamentação administrativa e a condição jurídica da propriedade literária
- Conclusão: O outro século XVIII ou o retorno do recalcado
- O século das Luzes teve suas luzes e suas sombras
- O controle totalitário do intelecto desconhece o espaço interior
- A negação do mistério encontra seus objetores de consciência
- A introversão como refúgio: o sentido íntimo segundo o abade de Lignac e d'Alembert
- O dualismo antropológico e as duas alienações do intelecto e do sentimento
- Um novo cristianismo, de Fénelon a Rousseau: quietismo, pietismo e metodismo
- O protesto das almas sensíveis: «romântico» e «sentimental»
- O idílio, a elegia, o romance e o amor
- A libertação do eu e a descoberta da vida privada
- O tédio, o spleen ou a ausência de valor: da apatia à paixão
- Sturm und Drang
- Os homens de desejo
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