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3 Revolução galileana
GUSDORF, Georges. Les sciences humaines et la pensée occidentale. 14 volumes. Paris: Payot, 1966–1988. Tomo III: La révolution galiléenne (2 volumes, 1969)
I
- Introdução: A nova Europa cultural
- A. Dissociação da verdade e nacionalização da cultura
- Um novo espaço político e um novo espaço mental
- O fim da cultura sem passaporte
- O novo tema da República das Letras atesta a existência das fronteiras
- Os subconjuntos culturais regionais e o crescimento da população intelectual
- O novo espaço cultural torna-se descentralizado e relativizado
- A internacional do saber
- O recuo da teologia
- A aceleração do ritmo da história cultural
- O início, o fim e o meio do século cultural
- B. O novo espaço europeu: o declínio da Itália e da Espanha
- O deslocamento do centro de gravidade da cultura europeia do Mediterrâneo para o Atlântico e o mar do Norte
- Após a Reforma, Roma deixa de ser o centro de um Ocidente unitário
- A condenação de Galileu coloca a ciência na posição de acusada
- Pádua como último centro intelectual
- O declínio da grandeza militante da Espanha
- A esterilidade científica
- A Espanha como vítima da Contrarreforma
- As teses de Max Weber e William Petty
- A fecundidade da heterodoxia e da tolerância
- A arte barroca como fenômeno de compensação
- C. A França
- A predominância francesa sucede à predominância espanhola após Rocroi (1643)
- O século XVII francês, antes de Luís XIV, como século de livre iniciativa intelectual
- Os libertinos eruditos e a expansão do racionalismo mecanicista
- As sociedades eruditas
- O papel prejudicial de Luís XIV
- Razão de Estado e razão de Igreja em Bossuet
- O declínio francês ou o reverso do Grande Século
- D. A Inglaterra
- A Royal Society e o tipo humano do erudito cristão (Christian virtuoso)
- Fé e ciência em Robert Boyle e seus confrades
- O caminho inglês do conhecimento segundo Thomas Sprat
- Os virtuosi como puritanos do saber
- O conceito de virtuoso como termo intraduzível para o francês
- E. As Províncias Unidas da Holanda
- A independência holandesa, filha da liberdade, engendra a tolerância
- A nova potência econômica
- Os debates religiosos sobre a predestinação
- Jansênio, Gomar, arminianos e socinianos
- O Sínodo de Dordrecht (1618-1619)
- A Universidade de Leiden (1575)
- A ciência holandesa
- F. A Alemanha
- O século XVII alemão geralmente desconhecido
- A Alemanha desse período não constitui um deserto cultural, embora ainda não exista como unidade consciente e organizada
- A ausência de língua e fronteiras comuns e a fragmentação da soberania
- A inexistência de uma cultura unitária
- As grandes figuras do século XVII germânico anteriores a Leibniz
- Joachim Jungius
- A polimatia
- Morhof e o Polyhistor
- G. Os países nórdicos: a Suécia
- O Mediterrâneo nórdico e o século de ouro sueco
- A rainha Cristina (1644-1654) e sua corte
- Primeira parte: A verdade segundo o mecanicismo
- I. O caso Galileu
- Capítulo I. A revolução copernicana
- A revolução copernicana é uma revolução galileana
- A transformação da imagem do mundo implica uma revisão dolorosa dos valores estabelecidos
- Das incertezas de Montaigne às certezas de Galileu
- A situação espiritual do século XVII
- Naudé
- O novo céu astronômico está associado a uma renovação da sensibilidade intelectual
- Viagens interplanetárias: Kepler e Cyrano de Bergerac
- A vida na Lua segundo Bernier
- Com Fontenelle e Newton, a revolução astronômica encontra-se concluída
- A revolução astronômica como fenômeno interdisciplinar
- Capítulo II. O clima epistemológico do caso Galileu
- A condenação de Galileu não constitui um erro judiciário
- Galileu introduz uma nova topologia da inteligibilidade
- O mundo do aproximadamente transforma-se em um universo da precisão
- Galileu faz a ciência descer do céu à Terra
- A objeção de consciência de Cremonini
- Galileu enfrenta evidências que não pertencem à astronomia
- O processo confronta duas mentalidades
- O caso de Campanella, galileano e último pensador do Renascimento
- A lentidão da transferência dos estudos (translatio studii)
- Capítulo III. A afirmação galileana
- Galileu como primeiro cientista moderno
- A formação de Galileu
- A situação ambígua de Galileu em Pádua
- Sidereus Nuncius
- O conflito das mentalidades a propósito do novo céu e das manchas solares
- A nova inteligibilidade afirma uma nova relação com o mundo
- A união entre a física e as matemáticas
- As matemáticas como verdade do real
- A geometrização da matéria: abducere mentem a sensibus
- Descartes contra Galileu, embora atrasado em relação a ele
- A destruição do Cosmos
- A ciência da natureza separada da filosofia da natureza
- Rumo ao fenomenismo e ao positivismo
- A extensão do mecanicismo à biologia, à psicologia e à medicina
- A desumanização do saber: o acosmismo intelectualista
- O homem despojado de si mesmo
- Capítulo IV. O processo
- Galileu como testemunha e protagonista da reforma epistemológica
- O caso Galileu não é simples nem inequívoco
- Tragédia e tragicomédia
- Urbano VIII e Galileu
- O acusado está antecipadamente condenado
- O processo de Copérnico (1616)
- O diálogo de surdos entre a razão pura e simples, a razão de Igreja e a razão de Estado
- A autonomia da demonstração científica
- A atitude galileana implica uma desorientação ontológica
- A necessidade de uma nova leitura dos livros sagrados, já definida por Kepler
- A carta de Galileu à grã-duquesa da Toscana (1615)
- A natureza também constitui uma revelação divina
- O processo de 1633 ou o inconveniente de ter razão sozinho
- Capítulo V. As consequências do caso Galileu
- A perseguição de Galileu até sua morte e depois dela
- Os galileanos franceses: Mersenne, Gassendi, Boulliau e Pascal
- A pusilanimidade de Descartes
- A degeneração da física italiana e católica, paralisada pela obediência dogmática
- A ciência em Lovaina
- As universidades francesas permanecem fiéis a Aristóteles
- A proscrição do cartesianismo
- A reação do século XVIII: Montucla e Voltaire
- A lenta reabilitação romana de Copérnico e Galileu até o Concílio Vaticano II
- II. O advento da inteligibilidade mecanicista
- Capítulo I. A transformação do sistema explicativo
- A reestruturação do espaço mental
- A explicação reconcilia a natureza humana com a natureza das coisas
- A experiência da verdade conduz da desadaptação à readaptação
- O homem moderno torna-se responsável pela produção e administração do conhecimento
- O sistema explicativo existente atinge seu limite de ruptura, exigindo uma mudança de configuração
- A polêmica antiaristotélica: Ramus e Gassendi (1624)
- A crítica baconiana
- O novo espírito científico: Sapere aude e Nullius in verba
- A explicação mecanicista pela matéria e pelo movimento
- A substituição do porquê pelo como
- Uma física sem metafísica
- Da causa à lei
- Capítulo II. A linha divisória
- A reforma mecanicista do entendimento coloca em prática a noção de lei
- Da implicação à explicação
- A ruptura do vínculo umbilical entre o homem e o mundo
- A despoetização do real
- A separação entre arte e ciência
- A resistência dos adivinhos e astrólogos no século XVII
- Credulidade e incredulidade
- A dificuldade de estabelecer uma linha de demarcação
- O caso de Mersenne
- Robert Boyle e a passagem da alquimia à química
- A ciência pretende tornar-se uma linguagem bem construída
- A linha divisória é uma linha de batalha
- A Cabala
- Os Rosa-Cruzes e a permanência do ocultismo
- Observação e experimentação no De Magnete, de Gilbert (1600)
- A depuração do campo epistemológico
- O fim da astrologia
- O fenomenismo de Boyle e Claude Perrault
- As primeiras abordagens do fenômeno humano
- Capítulo III. As resistências
- A. O fim das bruxas
- A feitiçaria como dado imediato da consciência
- Jean Bodin: Da demonomania dos feiticeiros (1580), em defesa da autenticidade das práticas demoníacas
- A epidemia europeia de feitiçaria e sua repressão entre 1550 e 1650
- Os demônios associados à essência da vida religiosa segundo a mentalidade pré-mecanicista
- Montaigne procura separar o natural do sobrenatural
- O positivismo humanista de Montaigne busca determinar os fatos antes de investigar suas causas
- As bruxas pertencem ao domínio da medicina mental: Johannes Wier (1563) e Naudé (1649)
- O fim das bruxas coincide com o aparecimento da psiquiatria e da assistência pública
- Das ursulinas de Loudun (1633) às ursulinas de Auxonne (1661)
- O fim dos processos de feitiçaria na Europa como consequência da racionalização da religião
- Os últimos defensores da autenticidade dos fenômenos demoníacos: Thomas Browne (1635) e Joseph Glanvill (1666)
- Malebranche e a patologia da imaginação (1674)
- Demônios verdadeiros e falsos
- O racionalismo integral de Balthasar Bekker
- O mundo encantado (1691-1693)
- A interpretação mecanicista de todos os fenômenos mágicos, inclusive dos bíblicos, segundo o espírito de um cristianismo liberal
- O fim da caça às bruxas
- B. A questão do milagre
- O milagre, intervenção direta do divino no humano, explica tudo e nada explica
- O averroísmo renascentista cultiva a magia natural como milagre naturalizado
- Os reformadores reagem contra a proliferação do maravilhoso cristão
- Miracula e mirabilia
- Montaigne contra o espírito do milagre
- Os eruditos críticos: Patin, Boulliau e Naudé
- O mecanicismo exige um controle racional dos prodígios
- A higiene mental da Lógica de Port-Royal
- O determinismo corpuscular
- Mersenne: a física das leis coloca o milagre fora da lei
- Segundo os virtuosi, a ordem da criação testemunha Deus melhor do que os milagres
- «A natureza é um milagre perpétuo»
- Thomas Sprat
- A redução do milagre em Spinoza: os milagres bíblicos como fatos de mentalidade
- A sensibilidade intelectual mecanicista é hostil às potências enganadoras
- Deus fundamenta o determinismo universal
- A questão da predestinação
- A vontade particular de Deus é menos significativa do que sua vontade geral
- «A natureza nunca é tão admirável quanto quando é conhecida»
- III. O modelo mecanicista
- Capítulo I. Máquina
- A circulação fiduciária das significações
- A destruição da estrutura dogmática do cosmos abre espaço para a definição de um novo universo intelectual (globus intellectualis)
- O modelo como pensamento do pensamento e evidência da evidência
- O modelo da máquina implica uma desmitificação da realidade
- A máquina como parábola de inteligibilidade
- A revelação do autômato desde o século XV
- As origens do Deus relojoeiro
- Do animismo ao mecanicismo: Descartes, Boyle e o relógio de Estrasburgo
- O coração-máquina de Harvey como origem da concepção do animal-máquina
- A máquina aritmética
- O homem-robô de Leibniz
- O autômato espiritual de Spinoza
- Leviatã ou o autômato social
- A maquinaria pedagógica de Comenius
- A galeria baconiana das máquinas
- Capítulo II. Método
- A unificação dos procedimentos intelectuais em um espaço mental homogêneo
- Huet: «Os antigos carecem de método»
- Os jardins à francesa
- Antes do século XVII, a verdade é concebida como algo já dado e acabado
- No século mecanicista, a verdade transforma-se em busca da verdade
- A verdade como verificação
- O método como pensamento do pensamento, pressuposto de todo pensamento e lógica dos novos tempos
- Rapidez, facilidade e economia do pensamento
- O conceito de método em Descartes como projeto de uma ciência universal
- O campo unitário do conhecimento e o exemplarismo matemático
- O Deus calculador
- Todas as questões devem ser resolvidas à maneira matemática (more mathematico): Althusius, Spinoza, Hobbes, Leibniz e Newton
- O método segundo Pascal
- A educação do espírito pela ciência
- Da ordenação do saber adquirido à programação do saber futuro
- O triunfalismo cartesiano e a indução baconiana
- O século XVII não inventou o método universal, mas descobriu a universalidade do método
- O método nos exercícios espirituais: jesuítas, pietismo e metodismo
- A Ratio studiorum e a pedagogia da razão militante
- Capítulo III. Natureza
- A natureza como recapitulação dos seres
- Physis, cosmos e criação
- Natureza e sobrenatureza segundo o cristianismo
- O sujeito da ciência moderna opõe-se ao mundo para transformá-lo: Bacon
- A filosofia mecanicista: Ramus e Sprat
- A exaltação da invenção técnica: Colbert e Charles Perrault
- A livre iniciativa do cientista e do engenheiro
- A esperança mecanicista de tomar posse da realidade
- O atomismo como instrumento epistemológico
- Os esquemas corpusculares de explicação
- A natureza mecanicista desespiritualizada: Gassendi, Descartes, Hobbes e Boyle
- A natureza como agregado material de corpos em movimento segundo leis racionais
- A filosofia experimental decifra e organiza o universo sem renegar Deus
- Fontenelle: a natureza como espetáculo e o maravilhoso das máquinas
- Capítulo IV. Sociologia do saber mecanicista
- A ciência não é um império dentro de outro império
- O reconhecimento social da função científica
- A oligarquia cultural no século XVII
- O novo tipo de cientista: a ciência torna-se paixão da alma e utilidade social
- A dessacralização do campo epistemológico
- A separação entre experiência científica e experiência religiosa
- Puritanismo e filosofia experimental
- Ciência e santidade em Pascal
- O tipo ideal do virtuoso
- Os libertinos eruditos e a crítica histórica
- A profissão de historiador
- O declínio das universidades francesas, que rejeitam a ciência mecanicista
- O caso inglês: Gresham College, universidades tradicionais e Royal Society
- As academias, protegidas pelo poder, como centros da filosofia experimental
- O projeto enciclopédico de Colbert
- As academias e sociedades eruditas colocam em prática o espírito mecanicista
- Unidade da ciência e unidade da humanidade segundo Comenius e Leibniz
- Os grandes programas do século XVII: utopias e realidades
- O Grande Eleitor Frederico Guilherme
- A fundação da Universidade de Halle (1694)
- As universidades de Altdorf e Leiden
- A organização do trabalho científico
- A circulação das ideias: Philosophical Transactions e Journal des savants (1665)
- Acta Eruditorum (1682)
- Nouvelles de la République des Lettres (1684)
- Livros e revistas
- A aceleração da história cultural
- A nova Europa dos espíritos: publicidade dos trabalhos e relações internacionais
- Sociedades literárias, valores mundanos e valores científicos
- A cultura transforma-se em uma sociedade anônima
- O surgimento de um público e de uma literatura de divulgação
- Aristocratas, parlamentares e burgueses
- A questão financeira e o financiamento da pesquisa
- Amadores, religiosos e professores
- De que vivia Leibniz?
- A intervenção do Estado
- A política científica de Colbert
- Segunda parte: A relação com o mundo e a racionalização do espaço-tempo
- Capítulo I. Cronometria e topometria
- O relógio de pulso de Pascal e o cronômetro de Maupertuis
- A epopeia da mensuração
- As origens da cronometria e a espacialização do tempo vivido
- A virtude da exatidão
- O problema das longitudes associado à conquista da Terra
- Os diferentes métodos de medição
- A questão da hora
- O pêndulo e os progressos da relojoaria nos séculos XVII e XVIII
- Christian Huygens e o «pé horário»
- A determinação quantitativa do espaço-tempo
- Capítulo II. O sistema do mundo
- A ciência do universo como ciência do homem
- O pensamento físico submetido à disciplina matemática
- Isaac Beeckman
- O conceitualismo da filosofia da natureza cede lugar a uma rede de relações matemáticas
- O papel indutor da óptica matemática
- William Gilbert: De Magnete (1600) e a Terra como campo de forças magnéticas
- A noção de harmonia em Mersenne
- A matematização do universo por Galileu como discurso unitário da Terra e do céu
- O julgamento de Galileu por Descartes
- Descartes como não cartesiano em física
- O impressionismo dos turbilhões
- O espírito de sistema e as reminiscências escolásticas
- O fracasso da física dos princípios
- O relativismo epistemológico e o fenomenismo da filosofia experimental
- Os graus da certeza experimental segundo Huygens
- A necessidade de preferir os fatos às ideias e a experiência ao sistema
- Borelli como intermediário entre Galileu e Newton: uma mecânica celeste racional
- A síntese newtoniana constitui o universo do discurso científico e inaugura uma nova era mental
- O bom uso das hipóteses e o sentido da atração
- O positivismo newtoniano
- Um novo modelo de inteligibilidade
- Huygens: Cosmotheoros
- Capítulo III. As ciências da Terra
- A explicação pela figura e pelo movimento desce do céu à superfície da Terra e ao seu interior
- A. A geografia
- Da esférica matemática dos antigos à geografia descritiva dos modernos
- A formalização cartográfica
- A dissolução do Cosmos emancipa a geografia da cosmologia
- A autonomia epistemológica do planeta Terra
- O século XVII empreende o inventário sistemático e racional do globo terrestre
- O estado dos conhecimentos: a maior parte da Terra permanece desconhecida
- Os progressos da topografia: as triangulações
- A geografia e os poderes públicos
- A Geographia generalis, de Bernard Varenius (1650), como primeiro tratado moderno de geografia
- Os sucessores de Varenius
- Geografia regional e geografia histórica
- A divulgação: relatos missionários e narrativas de viagens
- As viagens imaginárias
- O atraso do ensino geográfico
- A cultura geográfica como relação com o mundo
- Jaime II na Academia de Ciências
- B. A geologia
- A inteligibilidade mecanicista reivindica o domínio subterrâneo
- A resistência da Terra viva
- Mundus subterraneus, do padre Kircher (1665)
- A Terra na escala dos seres
- O esquema epistemológico do Gênesis
- A ciência da Terra como ciência sagrada
- A evolução do globo: continuidade e descontinuidade
- As origens da palavra «geologia»
- Os primórdios de uma cosmogonia racional e mecanicista: Descartes
- Leibniz: Protogaea
- A teoria dos elementos
- Meteorologia
- Hidrografia
- Vulcões, minerais e fósseis
- A mecânica geológica de Steno (1669) como esboço de uma explicação positiva
II
- Terceira parte: A relação com Deus
- Capítulo I. Religião e irreligião no século XVII
- Degradação da energia religiosa?
- A estatística do ateísmo
- O integrismo abusivo dos historiadores
- O caso do socinianismo
- O suposto libertinismo de Bayle
- O século XVII como grande século religioso
- Católicos e reformados em toda a Europa
- Religião e cultura
- A perda da unidade e a busca da unidade
- O retraimento católico na teologia pós-tridentina
- A instituição dos seminários esteriliza as faculdades católicas de teologia
- As faculdades protestantes permanecem no centro das universidades e contribuem para o desenvolvimento da cultura
- A motivação religiosa em Newton e Locke
- Capítulo II. O desafio do livre exame
- A evidência da divisão cristã: a história desafia a teologia da história
- Da contradição ao diálogo, de Bossuet a Leibniz
- A ilusão de uma catolicidade monolítica
- O protesto de Bayle
- A necessidade do pluralismo
- O clima espiritual reformado e o clima católico
- Os efeitos nocivos do espírito de ortodoxia
- A controvérsia da predestinação e a repressão do jansenismo
- O arminianismo e o Sínodo de Dordrecht (1618-1619)
- O triunfo da ortodoxia na França terá como consequência o anticlericalismo e a irreligião do século XVIII
- O desafio do livre exame, exterior ao catolicismo, é interior ao protestantismo
- O conceito de libertino
- Deísmo e deísta
- A necessidade de distinguir heterodoxia e incredulidade
- A importância dos socinianos e unitários na cultura europeia
- A internacional antitrinitária do livre exame: Grotius, Locke e Newton
- Não a posse da verdade, mas a busca da verdade religiosa
- Mecanicismo, livre exame e crítica
- Bossuet ameaçado
- O integrismo engendra o ateísmo
- Capítulo III. O desafio da ciência
- A catástrofe cultural do processo de Galileu
- A razão de Igreja contra a razão científica
- Ortodoxia religiosa e ortodoxia aristotélica
- A ciência mecanicista distinguida do averroísmo de Pádua
- A transformação científica exige uma transformação religiosa
- A necessidade de uma nova concordata entre ciência e fé, vislumbrada por Mersenne desde 1623
- A apologética científica de Mersenne: a Bíblia disse a verdade
- Pascal como cientista e crente
- A posição de Descartes
- Malebranche procura afastar a ameaça mecanicista negando a causalidade natural
- O imaterialismo de Berkeley
- A revolução mecanicista separa o conhecimento científico do conhecimento religioso
- A solução britânica beneficia-se do clima de pluralismo religioso
- A livre iniciativa científica dos baconianos ingleses
- Um cristianismo que não teme a ciência
- A autoridade da Bíblia não se aplica ao domínio científico
- Wilkins e Sprat
- Os virtuosi dedicam-se à pesquisa científica com zelo religioso
- A ciência como aliada da fé: ciência da natureza e religião natural
- Cosmologia sagrada (Cosmologia sacra) e cristianismo razoável
- Revelação natural e revelação sobrenatural
- Locke e Newton
- Sensibilidade cosmológica e sensibilidade religiosa
- Capítulo IV. Uma nova epistemologia religiosa
- As axiomáticas científicas independentes dos pressupostos religiosos
- Empirismo e positivismo
- O separatismo intelectualista dissocia verdade e realidade
- A multiplicação das formas da verdade
- As ordens do conhecimento
- A reserva ontológica e o descrédito da metafísica segundo a filosofia experimental
- Busca da verdade e verdade de uma busca: Claude Perrault
- A epistemologia fragmentada: opinião, ciência e fé e o problema de sua conciliação
- Galileu: a Bíblia e a ciência
- A doutrina averroísta da dupla verdade
- Spinoza: a obediência religiosa como grau mais baixo do saber
- A antropologia religiosa de Hobbes
- A nova crítica relativiza os textos sagrados
- A necessidade de renovação da filosofia
- O impasse cartesiano
- O fideísmo de Gassendi
- Mersenne
- O efeito de retorno da inteligibilidade mecanicista
- A passagem necessária pela crítica e pelo racionalismo religioso: Herbert de Cherbury
- A religião natural
- Os platônicos de Cambridge e a atualização mecanicista
- Henry More
- Cudworth
- Locke, virtuoso de Oxford e cristão liberal: religião, razão e tolerância
- Quarta parte: A relação do homem consigo mesmo — As ciências humanas
- Introdução
- I. As ciências biológicas
- Capítulo I. As condições do conhecimento biológico
- Biologia e ciências do homem: unidade de explicação
- No século XVII, a física abrange a ordem da vida
- A persistência da alma imanente
- Espírito e alma segundo Descartes: a permanência do equívoco
- Mecanicismo e vitalismo não são incompatíveis
- O atraso da especulação em relação à observação
- A reserva especulativa da filosofia experimental: Claude Perrault e Boyle
- Mecanicismo e biologia no programa da Academia de Ciências
- O olho e o espírito
- Capítulo II. Harvey e a função circulatória
- Harvey como Galileu da biologia ou Cristóvão Colombo
- O esquema tradicional da circulação
- A pequena circulação antes de Harvey
- Harvey: a grande circulação e o papel do coração
- Observação e experimentação comparativas
- O animal-máquina e a hidráulica aplicada ao organismo
- A embriologia de Harvey
- As insuficiências de Harvey
- A lenta difusão da doutrina circulatória
- O Decreto Burlesco de 1671
- Capítulo III. O modelo epistemológico do animal-máquina
- A biologia galileana de Santorio
- A extrapolação do esquema circulatório
- Os erros de Descartes
- A parábola do animal-máquina
- O Tratado do homem e a divulgação do mecanicismo biológico
- O homem-robô de Bossuet
- O bom e o mau uso do esquema mecanicista
- A botânica mecanicista
- A dinâmica muscular e os movimentos dos animais
- Borelli: De motu animalium
- II. As ciências de observação
- Capítulo I. O novo mundo microscópico
- Os progressos da observação positiva e sistemática
- A revolução baconiana da observação
- Os fatos antecipam-se às teorias
- A multiplicação das escalas de observação
- O universo microscópico: Malpighi, Hooke e Leeuwenhoek
- Capítulo II. A história natural no século mecanicista
- A insuficiência do instrumental conceitual desse domínio epistemológico
- A noção de espécie
- A estagnação da sistemática
- O método monográfico: do inseto ao orangotango
- Tyson e a anatomia comparada aplicada à escala dos seres
- A sistemática de John Ray procura constituir a classificação como uma linguagem bem construída
- O método em botânica
- O Jardim do Rei (1671) e a obra de Tournefort
- As ilustrações em pergaminho do Museu de História Natural
- Capítulo III. Os primórdios da antropologia
- O homem como espécie natural desde Aristóteles
- O tema da cadeia dos seres como fundamento de uma biologia comparada
- O dualismo do platonismo, do neoplatonismo e do cristianismo afasta essas tradições da antropologia positiva
- A história da salvação não é uma história natural
- A antropologia moderna como herdeira do retorno a Aristóteles (zurück auf Aristoteles)
- A natureza do homem: Vesálio e Montaigne
- As origens da palavra antropologia
- O obstáculo do dualismo cartesiano, que separa o corpo-máquina do autômato espiritual
- A desencarnação espiritualista: Pascal e Malebranche
- A via empirista: Charron e Da sabedoria
- O programa antropológico de Bacon
- O homem dos naturalistas e dos viajantes
- O homem selvagem
- Os macacos antropoides
- Tyson: Orang-outang sive homo sylvestris (1699)
- O elo perdido (missing link)
- A indeterminação da ideia de homem segundo Locke
- A primeira classificação das raças
- A literatura de viagens e os primórdios de uma antropologia cultural
- Coleções e museus
- O problema das origens humanas e do povoamento da Terra
- As dificuldades suscitadas pelo mito do Gênesis
- O padre Acosta
- La Peyrère: os pré-adamitas
- Hermenêutica bíblica e antropologia genética
- Monogenismo e poligenismo
- Capítulo IV. A medicina no século XVII
- A medicina como antropologia concreta
- O atraso do ensino em relação ao progresso do conhecimento
- A prática e o ensino da medicina no século XVII
- A permanência de elementos arcaicos e mágicos
- A teoria dos humores e a medicina astral
- A revolta de Paracelso e seus limites
- A medicina oculta dos Rosa-Cruzes
- Van Helmont e a medicina paracelsiana: os arqueus e a iatroquímica
- O mecanicismo médico e a medicina sob influência galileana
- Santorio como fundador do iatromecanicismo
- A dinâmica e a hidráulica aplicadas à fisiologia
- A obra de Baglivi
- A medicina prática contra o espírito de sistema
- O espírito baconiano e as medicinas experimentais (medicinae experimentales)
- As preocupações médicas da Royal Society
- A medicina indutiva de Locke e Sydenham
- A história das doenças e a rejeição das hipóteses
- O método em medicina como racionalidade militante
- O Hipócrates inglês
- Por uma organização da pesquisa médica: Leibniz
- III. Os primórdios da psicologia
- As origens da palavra psychologia e sua utilização frequente no século XVII
- Aristóteles inaugura a investigação da realidade mental
- A introversão cristã estimula a atenção a si mesmo
- O humanismo reabilita a vida pessoal
- Maquiavel e a análise das motivações
- Vives
- Montaigne e os dados imediatos da consciência: a finitude e o corpo
- O programa de uma psicologia em Bacon, fundador da psicologia britânica
- A ciência mecanicista da realidade humana em Hobbes
- A axiomatização da dinâmica mental: todos os fenômenos humanos são analisados como combinações de movimentos
- A psicofisiologia de Descartes e as dificuldades da união entre alma e corpo
- Malebranche: o fenômeno humano é ininteligível
- O geometrismo psicológico de Spinoza e a desvalorização da ordem psíquica
- A psicologia moderna nasce do pensamento empirista, não das ontologias
- Gassendi como crítico do inatismo cartesiano
- A representação tem origem na sensação e nas tendências afetivas
- O fenomenismo de Gassendi
- Locke procura constituir um quadro clínico do espírito humano
- A crítica do conhecimento conduz a um inventário da finitude, desvinculado de toda ontologia
- A gênese das ideias e a crítica da linguagem
- Locke inaugura um novo percurso do conhecimento
- A psicologia ainda não constitui uma disciplina autônoma
- O intelectualismo permanece fascinado pela inteligibilidade física
- A psicologia reproduz a epistemologia do mundo exterior
- O desconhecimento da especificidade da realidade humana
- O fracasso da revolução galileana no domínio psíquico
- IV. As origens da pedagogia moderna
- Utopia e realidade da pedagogia
- O atraso das instituições em relação ao pensamento
- A pedagogia mecanicista como sistematização racional
- O desconhecimento da infância na Idade Média
- A renovação pedagógica: os Irmãos da Vida Comum
- Jean Sturm e o Ginásio de Estrasburgo (1538)
- Os jesuítas e a organização dos colégios
- O colégio-Leviatã como autômato espiritual destinado à produção em massa de personalidades padronizadas
- As origens da cultura geral
- A pedagogia racional dos jansenistas
- O artificialismo pedagógico e a reconstrução mecanicista do ser humano
- O tipo ideal do homem honrado (honnête homme)
- As sociedades literárias e a educação mundana
- Os teóricos: Ratichius e o programa de uma reforma unitária da pedagogia
- A pedagogia total de Comenius como reflexo dos infortúnios de um povo e das tribulações de um homem
- A reforma da educação a serviço da unidade da humanidade e da unidade da fé
- A metodologia mecanicista de Comenius: a máquina de ensinar
- Leibniz como continuador de Comenius
- V. Filologia e linguística
- Capítulo I. A constituição da filologia clássica
- A permanência do paraíso artificial das humanidades clássicas, constituído pelo humanismo renascentista e perpetuado pelos colégios
- Da paixão filológica à ciência
- Filologia, religião e universidades
- O declínio dos estudos na Itália e na França
- Leiden: Justus Lipsius e Joseph Justus Scaliger
- Os eruditos alemães e as coletâneas de antiguidades
- O classicismo reverencial cede lugar a uma inteligibilidade positiva
- A constituição de uma metodologia e de um instrumental técnico
- O novo sentido da filologia como ciência da cultura e das antiguidades
- Os inventários dos espaços-tempos de caráter enciclopédico
- O aparecimento da arqueologia: Jacob Spon
- Capítulo II. A linguística pré-científica
- A afirmação das línguas modernas apesar do prestígio pedagógico do latim
- O atraso da linguística em relação à filologia devido ao prestígio das humanidades clássicas (humaniores litterae)
- A época da linguística positiva ainda não chegou
- A. As línguas nacionais
- As sociedades de línguas e a defesa e valorização dos idiomas nacionais
- A Academia Francesa e o dirigismo linguístico
- As ideias de Nicolas Le Gras
- Língua e consciência nacional na Alemanha: Schottel
- Leibniz como defensor da língua alemã
- Por uma academia inglesa
- B. Os problemas linguísticos
- Multiplicidade e unidade das línguas
- Rumo ao campo unitário da linguística
- O inventário das línguas do mundo
- Os Mithridates
- Os primórdios do comparatismo: a harmonia das línguas
- Leibniz: as línguas são os arquivos da humanidade
- O programa leibniziano de pesquisas linguísticas
- Linguística histórica
- Linguística e etnologia
- A questão das origens da linguagem
- O mito de Babel e a anterioridade do hebraico
- A língua adâmica primitiva
- A ideia de uma comunidade linguística universal
- C. A gramática geral
- A gramática como sistema de inteligibilidade
- O espírito mecanicista e a busca da racionalidade oculta no uso da linguagem
- A tradição gramatical no Ocidente
- A multiplicação das gramáticas particulares e a ideia de gramática geral
- Bacon e a gramática filosófica
- Gramática e lógica segundo Port-Royal
- A permanência dos esquemas aristotélicos
- A gramática permanece uma lógica aplicada
- A reforma da ortografia e os primórdios da fonética, dedicada a submeter os sons à razão
- D. A língua universal
- O uso contra a razão
- Da crítica da linguagem estabelecida ao projeto de uma língua racional no ambiente dos virtuosi
- Da arte de Llull à combinatória dos modernos
- A tese da instituição arbitrária dos signos linguísticos segundo Mersenne
- A utopia linguística no mecanicismo: a língua matriz
- Descartes e a língua universal
- Comenius: língua universal e unidade do mundo
- As tentativas inglesas: Urquhart, Dalgarno e Wilkins
- Logicismo e fisicalismo
- Leibniz: a combinatória, a língua filosófica e a característica universal
- O fracasso de Leibniz e a permanência da utopia
- VI. A hermenêutica bíblica
- Capítulo I. A formulação dos problemas
- A hermenêutica como disciplina fundamental para as religiões do livro
- A erosão do sentido das Escrituras: degradação da letra e esquecimento do contexto cultural
- Filologia bíblica e filologia clássica
- O texto hebraico e as versões antigas
- A história dos textos
- O problema do cânone das Escrituras
- O cânone do Novo Testamento
- As dificuldades da interpretação
- O método alegórico em Clemente e Orígenes
- A Igreja como autoridade sobre o sentido
- A autoridade da tradição
- Capítulo II. O humanismo e a filologia bíblica
- A Bíblia passa a submeter-se às regras comuns dos escritos antigos
- As Bíblias poliglotas
- A primazia do texto
- A influência da Reforma
- As traduções protestantes
- A reação católica e a exegese reformada
- Os primeiros elementos de uma filologia bíblica
- Os primórdios da crítica bíblica: Bodin
- A controvérsia sobre o estilo do Novo Testamento
- A questão dos sinais vocálicos: Louis Cappel
- Capítulo III. Hobbes, La Peyrère, Spinoza
- Os problemas bíblicos ingressam no domínio público
- Hobbes defende, por lealdade monárquica, um cesaropapismo anglicano
- Compete ao soberano estabelecer a norma da interpretação para preservar a ordem pública
- Uma leitura dessacralizada dos textos sagrados segundo a metodologia positiva
- Pentateuco, profecia e milagres
- La Peyrère: o retorno dos judeus
- A complexidade do texto bíblico e os dois relatos da criação
- Spinoza: o Tratado teológico-político (1670) como defesa da liberdade de consciência
- Spinoza procura estabelecer as relações entre as Escrituras e a razão
- Hermenêutica racional e hermenêutica histórica
- Desmistificação psicopatológica e dessacralização filológica
- A rejeição da transcendência e a constituição de uma epistemologia coerente
- O método exegético e a interpretação científica da natureza
- A história crítica e a relativização das Escrituras
- Capítulo IV. Richard Simon
- Simon evidencia a historicidade da Bíblia para fundamentar melhor a autoridade do magistério eclesiástico
- A formação de Simon
- A História crítica do Antigo Testamento (1678)
- A inspiração dos escritores sagrados e a formação do texto
- A corrupção do texto
- A condenação de Simon: Bossuet e a Defesa da tradição
- A crítica do Novo Testamento e a resposta de Simon a Bossuet
- A esterilização dos estudos bíblicos na esfera de influência católica
- O caso Simon e o caso Galileu
- VII. O conhecimento histórico
- Capítulo I. A mito-história
- Mito religioso, mito régio e mito cívico na historiografia medieval e renascentista
- As Grandes crônicas da França e a tradição da mito-história régia até os dias atuais
- História e romance
- A história como gênero literário e cenário cultural da monarquia absoluta
- Colbert organiza a historiografia como serviço público
- A Pequena Academia e a história do presente
- Mézeray como historiador cortesão
- O problema das origens étnicas da França: gauleses, romanos e germanos
- A mito-história católica no Discurso sobre a história universal, de Bossuet
- Triunfalismo e exclusivismo judaico-cristão
- O fracasso da teologia da história
- Capítulo II. Os filósofos contra a história
- O descrédito da memória na época mecanicista
- Teologia e história como ciências de autoridade segundo Hobbes, Pascal e Spinoza
- A crítica da história em Descartes: a história é uma anticiência, ontologicamente deficiente
- Pascal sem história
- Malebranche: a crítica da erudição e do pedantismo
- A boa e a má erudição segundo o padre Lamy e o padre Thomassin
- Capítulo III. O desenvolvimento da historiografia católica
- O desafio da Reforma obriga a Igreja Católica a verificar seus títulos e tradições
- A revisão do folclore hagiográfico
- Bolland e os Acta Sanctorum dos bolandistas
- A crítica contra a credulidade
- Jean de Launoy, o desmascarador de santos
- Adrien Baillet como hagiógrafo
- A Congregação de São Mauro
- Mabillon e a historiografia beneditina
- O De re diplomatica e o desenvolvimento das ciências auxiliares da história
- O Tratado dos estudos monásticos como justificação da história enquanto ciência
- Tillemont e a história da Igreja de inspiração jansenista
- Uma historiografia sem historicidade
- Capítulo IV. O mecanicismo e a formação do espírito histórico
- Bacon e a história
- A curiosidade histórica e o interesse pela erudição no século XVII
- Os princípios de Naudé
- O espírito histórico de Mersenne
- A lógica do possível segundo a Lógica de Port-Royal
- A crítica dos testemunhos e os graus de probabilidade em Locke
- O conceito de crítica e sua generalização no século XVII
- Crítica, erudição e polimatia
- O Polyhistor de Morhof
- A história como revelação da humanidade a si mesma
- Pierre Bayle: o Dicionário histórico e crítico como discurso sobre a ausência de sentido da história universal
- A crítica da razão histórica
- O procedimento histórico como análogo da razão experimental
- O evangelho da razão natural e universal
- Leibniz como historiador e pensador da história
- Verdades históricas e verdades eternas: a existência de uma inteligibilidade da história universal
- Rumo a uma lógica da história fundamentada na ideia de probabilidade
- Ordem, continuidade e progresso
- Leibniz como historiador do presente e do futuro
- VIII. As ciências políticas e jurídicas
- Capítulo I. A aritmética política e a estatística
- A formação do Estado moderno exige uma tomada de consciência das realidades sociais e administrativas
- Registro civil e investigações
- As origens da demografia na Inglaterra: Graunt e Petty
- A aritmética política como aplicação do método mecanicista à vida econômica e social
- Vauban
- As origens da estatística como geografia humana e geografia econômica
- A ciência política até Conring
- O atraso do pensamento econômico em relação às demais formas de conhecimento
- Capítulo II. O Estado e a sociedade internacional
- A teoria jurídica como esquema regulador da organização social
- A dessacralização do universo jurídico a partir de Maquiavel
- A monarquia patriarcal de Bossuet e o rei mecanicista como sol do microcosmo
- O triunfo dos Estados sobre os impérios
- O Estado moderno como racionalidade militante
- A balança dos poderes e o equilíbrio europeu
- A razão de Estado
- A máquina estatal segundo Hobbes
- A sociedade civil fundada no contrato: Hobbes, Spinoza e Locke
- Racionalismo e naturalismo: a doutrina do direito natural
- A síntese cosmopolita: o direito natural e o direito das gentes
- Althusius, Grotius e Pufendorf
- Leibniz e o direito
- Conclusão
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